Representantes de diferentes religiões elogiam João Paulo II
Representantes de diferentes credos associaram-se ao luto dos católicos portugueses pela morte do papa, enaltecendo o papel de João Paulo II na promoção do diálogo inter- religioso.
João Paulo II foi uma "figura excepcional", que "irá deixar uma marca duradoura" na história da Igreja Católica e no mundo, disse o rabino Boaz Posh, da Sinagoga de Lisboa.
Boaz Posh destacou os esforços de João Paulo II no diálogo inter-religioso e exortou o próximo papa a "manter e reforçar este diálogo".
O líder da Comunidade Islâmica, Sheik Munir, realçou que João Paulo II foi um papa que "respeitava as outras religiões".
Para o porta-voz da Igreja Ortodoxa Grega em Portugal, padre Alexandre Bonito, João Paulo II foi "um anjo da Paz" e "transcendeu o âmbito do catolicismo e da própria religião".
"Era uma personalidade muito forte, que influenciou toda a humanidade. Ele foi até o papa dos não crentes", disse Alexandre Bonito.
Um responsável da Igreja Presbiteriana criticou o "marianismo muito forte" do pontificado de João Paulo II, que na sua opinião, "muitas vezes ofuscava a figura de Cristo", mas declarou-se "solidário com todo o luto dos católicos".
João Paulo II foi "um papa verdadeiramente peregrino", "era mediático" e "sabia lidar bem com a comunicação social", disse o pastor José Manuel Leite, secretário das relações ecuménicas da Igreja Presbiteriana.