Republicanos tentam travar ascensão de Nikki Haley
Nikki Haley foi a candidata republicana em palco mais atacada durante o quarto debate para as primárias do Partido Republicano dos EUA, juntando-se ao ex-presidente Donald Trump que, mesmo ausente, recebeu críticas dos adversários.
A ex-embaixadora norte-americana junto da ONU Nikki Haley mostrou que a subida nas sondagens e, as crescentes doações de bilionários para a sua campanha, preocupam os rivais na corrida à indicação republicana para as presidenciais de 2024, tendo sido o principal alvo do empresário Vivek Ramaswamy e do governador da Florida, Ron DeSantis - a quem está prestes a ultrapassar nas sondagens de intenção de voto, embora ainda muito atrás de Trump.
Vivek Ramaswamy sugeriu que a ex-embaixadora estava muito próxima dos interesses corporativos e DeSantis acusou-a de permitir investimento chinês na Carolina do Sul quando era governadora.
Ramaswamy foi mais longe e acusou Haley de ser "mais fascista" do que o governo de Joe Biden e avaliou que as suas competências e experiência em política externa e segurança nacional eram exageradas.
Já Haley enalteceu a sua carreira dedicada ao serviço público e advogou que os oponentes "têm inveja" das doações que a sua campanha eleitoral tem recebido.
"Adoro toda a atenção, pessoal, obrigada por isso", disse Haley após ataques ininterruptos num debate tenso, com apenas quatro candidatos em palco.
Por outro lado, o ex-governador de Nova Jérsia Chris Christie marcou a diferença, ao sair em defesa de Haley e por criticar direta e duramente Donald Trmp, a quem acusou de "não ter coragem" para comparecer no debate.
"A verdade é que Trump não está apto para ser presidente", disse Christie, acrescentando que "não há problema maior nesta corrida do que Donald Trump, e esses números são a prova disso", disse, referindo-se às sondagens, as quais o magnata lidera.
Num momento em que enfrenta 91 acusações criminais, Trump recusou-se a marcar presença no debate organizado pelo Comité Nacional Republicano, tal como optou fazer nas três edições anteriores.
Haley tentou traçar um forte contraste entre a própria e Trump, argumentando que, caso seja eleita presidente dos Estados Unidos, a sua abordagem será "sem drama, sem vinganças e sem lamentações".
O quarto debate - depois dos realizados em Wisconsin, Florida e Califórnia - teve lugar na cidade de Tuscaloosa, no estado do Alabama, e prolongou-se por duas horas.