Mundo
Requisição civil pôs fim à greve do metro de Atenas
Após nove dias de greve, os trabalhadores do metro de Atenas regressaram esta tarde ao trabalho, depois de o governo ter decretado a requisição civil. Na capital grega prosseguem, no entanto, os protestos e as manifestações do pessoal dos transportes em solidariedade com os colegas do metropolitano. A greve, que tinha por objetivo protestar contra os anunciados cortes salariais, tinha paralisado todo o sistema do metro que serve diariamente um milhão e cem mil habitantes da cidade.
O ministro grego dos Transportes saudou o fim da paralisação do metropolitano.
“Estou satisfeito que os trabalhadores dos comboios urbanos tenham reativado a rede, e os passageiros ainda estão mais satisfeitos” disse o ministro Costis Hadzidakis.
Paralisações de solidariedade lançaram o caos em Atenas
Apesar das palavras otimistas de Hadzidakis e da retoma da circulação no metropolitano a rede de transportes de Atenas continuava esta tarde a sofrer perturbações pois os motoristas de autocarros mantinham a paralisação que tinham decretado hoje em solidariedade com os colegas do metro.
Ao longo do dia, o trânsito na cidade foi caótico, com milhares de pessoas, apanhadas de surpresa pelas novas paralisações, forçadas a recorrer a taxis ou a ir a pé para os empregos.
Para a noite está prevista uma nova marcha dos trabalhadores dos vários transportes públicos que servem a capital grega, rumo à praça Syntagma , que nos últimos anos tem sido palco de protestos, muitas vezes violentos.
Penas de prisão para quem não regressar ao trabalho
A lei da requisição civil ameaçava os trabalhadores que não regressassem ao trabalho com o despedimento, detenção e até mesmo com penas de prisão que podem variar entre os três meses e os cinco anos.
Foi a primeira vez que a coligação governamental chefiada por Antonis Samaras invocou a legislação, que foi emendada em 2007 para poder aplicar-se a “emergências em tempo de paz.”.
A lei só foi aplicada nove vezes desde o fim da ditadura dos coronéis gregos em 1974/1975.
“Os trabalhadores que receberam as notificações [para comparecerem ao trabalho] não tinham escolha”, disse o secretário-geral do principal sindicato dos trabalhadores do metro Manthos Tsakos, “estamos a explorar opções legais” .
Corte de 25 por cento nos vencimentos
Outros trabalhadores dos transportes tinham-se juntado a paralisação do metro, numa mostra de solidariedade, e está planeado um grande comício para protestar contra um plano de reforma dos vencimentos do setor público que, no caso dos trabalhadores do metropolitano, acarreta uma redução salarial da ordem dos 25 por cento.
Esta madrugada 100 elementos da policia de choque tomaram de assalto o deposito das carruagens do metro, onde um piquete de algumas dezenas de grevistas se tinha barricado. A operação desenrolou-se sem que os trabalhadores tenham oferecido resistência. A polícia disse mais tarde que tinham sido detidas três pessoas, as quais foram posteriormente libertadas.
Medidas impostas pela troika
As medidas de corte de salários e de pensões que estão a ser alvo de contestação foram impostas pelos credores da Grécia . As estratégias da troika acarretaram um agravamento da recessão profunda que já dura há seis anos e uma taxa de desemprego entre os gregos que já atingiu os 26 por cento.
“Estou satisfeito que os trabalhadores dos comboios urbanos tenham reativado a rede, e os passageiros ainda estão mais satisfeitos” disse o ministro Costis Hadzidakis.
Paralisações de solidariedade lançaram o caos em Atenas
Apesar das palavras otimistas de Hadzidakis e da retoma da circulação no metropolitano a rede de transportes de Atenas continuava esta tarde a sofrer perturbações pois os motoristas de autocarros mantinham a paralisação que tinham decretado hoje em solidariedade com os colegas do metro.
Ao longo do dia, o trânsito na cidade foi caótico, com milhares de pessoas, apanhadas de surpresa pelas novas paralisações, forçadas a recorrer a taxis ou a ir a pé para os empregos.
Para a noite está prevista uma nova marcha dos trabalhadores dos vários transportes públicos que servem a capital grega, rumo à praça Syntagma , que nos últimos anos tem sido palco de protestos, muitas vezes violentos.
Penas de prisão para quem não regressar ao trabalho
A lei da requisição civil ameaçava os trabalhadores que não regressassem ao trabalho com o despedimento, detenção e até mesmo com penas de prisão que podem variar entre os três meses e os cinco anos.
Foi a primeira vez que a coligação governamental chefiada por Antonis Samaras invocou a legislação, que foi emendada em 2007 para poder aplicar-se a “emergências em tempo de paz.”.
A lei só foi aplicada nove vezes desde o fim da ditadura dos coronéis gregos em 1974/1975.
“Os trabalhadores que receberam as notificações [para comparecerem ao trabalho] não tinham escolha”, disse o secretário-geral do principal sindicato dos trabalhadores do metro Manthos Tsakos, “estamos a explorar opções legais” .
Corte de 25 por cento nos vencimentos
Outros trabalhadores dos transportes tinham-se juntado a paralisação do metro, numa mostra de solidariedade, e está planeado um grande comício para protestar contra um plano de reforma dos vencimentos do setor público que, no caso dos trabalhadores do metropolitano, acarreta uma redução salarial da ordem dos 25 por cento.
Esta madrugada 100 elementos da policia de choque tomaram de assalto o deposito das carruagens do metro, onde um piquete de algumas dezenas de grevistas se tinha barricado. A operação desenrolou-se sem que os trabalhadores tenham oferecido resistência. A polícia disse mais tarde que tinham sido detidas três pessoas, as quais foram posteriormente libertadas.
Medidas impostas pela troika
As medidas de corte de salários e de pensões que estão a ser alvo de contestação foram impostas pelos credores da Grécia . As estratégias da troika acarretaram um agravamento da recessão profunda que já dura há seis anos e uma taxa de desemprego entre os gregos que já atingiu os 26 por cento.