Responsável palestiniano alerta para risco de desastre humanitário

O chefe das negociações da Organização para a libertação da Palestina, OLP, Saeb Erekat, advertiu hoje estar iminente um desastre humanitário na Faixa de Gaza, a manter-se o bloqueio de Israel aos territórios palestinianos.

Agência LUSA /

"Faltam apenas dois ou três dias para que sejamos testemunhas da maior desgraça humanitária em Gaza, que há 15 dias está sob bloqueio, quando a capacidade de sobrevivência é de 17 dias", contabilizou Erekat numa conferência de imprensa em Ramallah.

O responsável palestiniano, deputado pela Fatah em Jericó, instou organizações internacionais como a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho, a UNICEF, a Organização mundial da Saúde e os Médicos sem fronteiras a envidarem todos os esforços possíveis para prestarem assistência aos palestinianos.

"Há um clima de ausência total de mediações frutíferas devido à ofensiva israelita contra Gaza. As negociações não podem efectuar-se debaixo do fogo dos mísseis", disse.

Em Paris, a Federação Internacional dos Direitos Humanos, FIDH, instou hoje o Conselho de Segurança das Nações Unidas a intervir para pôr fim à situação "dramática" na Faixa de Gaza, enviando para o território palestiniano "uma força internacional de interposição".

Numa carta enviada aos membros do Conselho de Segurança da ONU e ao secretário-geral da organização, Kofi Annan, o presidente da FIDH, Sidiki Kaba, apelou para que a sua petição seja inscrita com "urgência" na agenda e se adopte uma resolução nesse sentido.

A "força internacional de interposição" para Gaza deve "assegurar o abastecimento de alimentos, água e electricidade à população palestiniana, assim como a sua protecção", reclama a Federação na sua missiva.

Na óptica da FIDH, é "obrigação" do Conselho de Segurança da ONU "intervir", em vista dos "crimes de guerra" e, inclusivamente, "crimes contra a humanidade" que Israel tem vindo a cometer na Faixa de Gaza.

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