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25 anos da queda do Muro de Berlim
Reunificação alemã cria superpotência
A aritmética parece simples: em 1988 as duas Alemanhas arrebataram juntas a maior parte das medalhas olímpicas. A Alemanha reunificada poderá ser uma superpotência, não apenas no plano desportivo.
A unificação alemã é relativamente recente, e data de Bismarck, o "chanceler de ferro", que marcou o século XIX e que pôs termo a vários séculos de guerras instestinas, entre o norte e o sul, os protestantes e os católicos, os prussianos e os austríacos, os Hohenzollern e os Habsburgs.
A unidade alemã foi um factor na Primeira Guerra Mundial. Com a derrota e com a instauração da República de Weimar, o nazismo chamou a si o programa de "um só povo, um só Reich" e voltou a associar a unidade alemã a um projecto expansionista.
Hoje, a Alemanha reunificada não soma apenas as capacidades do ocidente e do Leste, mas também os motivos de preocupação dos povos vizinhos, que viveram a ocupação nazi e as atrocidades de uma guerra de conquista.