Mundo
Revolta dos taxistas prossegue em França
Nem a nomeação de um mediador desmobilizou os taxistas franceses, que permaneciam esta quarta-feira de manhã nos principais pontos de bloqueio, junto aos aeroportos parisienses de Roissy e de Orly, assim como junto ao Ministério das Finanças e na porta Maillot, um dos principais pontos de entrada rodoviária da capital francesa.
"Estamos determinados. Não nos mexemos", afirmou Ibrahima Sylla, da Associação Táxis de França.
Os taxistas em greve protestam contra as empresas de serviço de transporte com motorista (Voitures de Transport avec Chauffeur - VTC), como a Uber, que funcionam através da Internet.A Uber França foi esta quarta-feira de manhã condenada, pelo Tribunal de Grande Instância em Paris, a pagar 1,2 milhões de euros ao sindicato nacional de taxistas.
A decisão caiu em pleno protesto taxista contra a Uber e outras empresas de transporte de passageiros com motorista, iniciada terça-feira com uma paralisação e protesto nas ruas, e que ainda continua.
Muitos taxistas passaram a noite nos seus carros na porta Maillot - bloqueada por cerca de 200 táxis - e no sector de Bercy.
Em Roissy havia uma centena de táxis parados, cerca de 30 a bloquear o acesso ao aeroporto na saída da autoestrada A1, enquanto outros impediam a tomada de passageiros por parte dos VTC, nos terminais do aeroporto.
Em Orly, uma dezena de grevistas bloqueou as filas de táxis de Orly Sul e "cino ou seis" em Orly oeste, segundo uma fonte ligada ao processo, que fala ainda de "altercações um pouco forte" entre grevistas e não-grevistas que levou à interpelação de um grevista.
Esta quarta-feira de manhã algumas centenas de táxis vindos de Bordéus e de Nice estavam a caminho de Paris, de acordo com Sylla, citado pela France Info.

Os taxistas exigem compensações financeiras pelo decréscimo de atividade devida, referem, pela concorrência de algumas destas empresas, que esmagam os preços e não respeitam a lei. O sector está enquadrado desde outubro pela "lei Thevenoud", mas diversas das suas disposições foram anuladas pela Justiça.
Confrontos
Na terça-feira a mobilização de dois mil taxistas em todo o país provocou violentos confrontos, que se saldaram com um ferido e 24 detidos na Ilha de França. O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, considerou a violência "inadmissível".
Valls recebeu também terça-feira os representantes dos táxis e anunciou a nomeação de um mediador, assim como controlos mais apertados de forma a "garantir condições de concorrência leal" entre táxis e as VTC.
A Uber e outras empresas de VTC têm desestabilizado o sector e a regulamentação de outubro não veio resolver todos os problemas.
"Não podemos continuar a ter duas atividades diferentes que realizam a mesma função", afirmou Alain Griset, presidente do sindicato nacional dos taxistas após o seu encontro terça-feira com o primeiro-ministro.


Três meses para acordo
O mediador nomeado por Valls é o deputado socialista Laurent Grandguillaume, membro da comissão de Finanças e considerado um bom conhecedor do mundo empresarial e da economia.
O diretor de Informação da RTP, Paulo Dentinho, ex-correpondente em França, analisou a importância e o provável futuro do protesto dos taxistas franceses.
Terá como missão conseguir, num prazo de três meses, um acordo entre as partes.
Um período aceite pelo presidente do Sindicato dos Taxis, Alain Griset, como "aceitável" desde que "permita chegar a um resultado concreto". No terreno os taxistas reagiram mal à proposta, acusando Valls de os "desprezar" e de "recusar negociar".
Apelos na terça-feira, por parte do prefeito da polícia de Paris, Michel Cadot, para a desmobilização dos taxistas,de forma a deixar os parisienses regressarem a casa após o dia de trabalho, caíram em saco roto.
Os taxistas em greve protestam contra as empresas de serviço de transporte com motorista (Voitures de Transport avec Chauffeur - VTC), como a Uber, que funcionam através da Internet.A Uber França foi esta quarta-feira de manhã condenada, pelo Tribunal de Grande Instância em Paris, a pagar 1,2 milhões de euros ao sindicato nacional de taxistas.
A decisão caiu em pleno protesto taxista contra a Uber e outras empresas de transporte de passageiros com motorista, iniciada terça-feira com uma paralisação e protesto nas ruas, e que ainda continua.
Muitos taxistas passaram a noite nos seus carros na porta Maillot - bloqueada por cerca de 200 táxis - e no sector de Bercy.
Em Roissy havia uma centena de táxis parados, cerca de 30 a bloquear o acesso ao aeroporto na saída da autoestrada A1, enquanto outros impediam a tomada de passageiros por parte dos VTC, nos terminais do aeroporto.
Em Orly, uma dezena de grevistas bloqueou as filas de táxis de Orly Sul e "cino ou seis" em Orly oeste, segundo uma fonte ligada ao processo, que fala ainda de "altercações um pouco forte" entre grevistas e não-grevistas que levou à interpelação de um grevista.
Esta quarta-feira de manhã algumas centenas de táxis vindos de Bordéus e de Nice estavam a caminho de Paris, de acordo com Sylla, citado pela France Info.
Os taxistas exigem compensações financeiras pelo decréscimo de atividade devida, referem, pela concorrência de algumas destas empresas, que esmagam os preços e não respeitam a lei. O sector está enquadrado desde outubro pela "lei Thevenoud", mas diversas das suas disposições foram anuladas pela Justiça.
Confrontos
Na terça-feira a mobilização de dois mil taxistas em todo o país provocou violentos confrontos, que se saldaram com um ferido e 24 detidos na Ilha de França. O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, considerou a violência "inadmissível".
Valls recebeu também terça-feira os representantes dos táxis e anunciou a nomeação de um mediador, assim como controlos mais apertados de forma a "garantir condições de concorrência leal" entre táxis e as VTC.
A Uber e outras empresas de VTC têm desestabilizado o sector e a regulamentação de outubro não veio resolver todos os problemas.
"Não podemos continuar a ter duas atividades diferentes que realizam a mesma função", afirmou Alain Griset, presidente do sindicato nacional dos taxistas após o seu encontro terça-feira com o primeiro-ministro.
Três meses para acordo
O mediador nomeado por Valls é o deputado socialista Laurent Grandguillaume, membro da comissão de Finanças e considerado um bom conhecedor do mundo empresarial e da economia.
O diretor de Informação da RTP, Paulo Dentinho, ex-correpondente em França, analisou a importância e o provável futuro do protesto dos taxistas franceses.
Terá como missão conseguir, num prazo de três meses, um acordo entre as partes.
Um período aceite pelo presidente do Sindicato dos Taxis, Alain Griset, como "aceitável" desde que "permita chegar a um resultado concreto". No terreno os taxistas reagiram mal à proposta, acusando Valls de os "desprezar" e de "recusar negociar".
Apelos na terça-feira, por parte do prefeito da polícia de Paris, Michel Cadot, para a desmobilização dos taxistas,de forma a deixar os parisienses regressarem a casa após o dia de trabalho, caíram em saco roto.