Rio de Janeiro vive madrugada violenta

A cidade do Rio de Janeiro viveu mais uma madrugada de violência este sábado, com tiroteios entre polícias e traficantes, apesar da segurança reforçada em todo o Estado.

Agência LUSA /

Pelo menos cinco bandidos morreram, de acordo com a imprensa brasileira.

Entre as facções criminosas, houve um incêndio a um autocarro, sem vítimas, e um ataque a uma delegacia de polícia em Bangu, zona Norte do Rio de Janeiro.

Os traficantes, fortemente armados, lançaram uma granada na delegacia, mas os polícias reagiram e houve intenso tiroteio no local.

Um morador de rua foi baleado e um carro estacionado próximo à delegacia teve os vidros estilhaçados por tiros e as portas perfuradas, segundo a polícia.

Houve também confrontos em algumas favelas do Rio de Janeiro, onde os polícias apreenderam vários fuzis, pistolas, revólveres, bombas de fabricação caseira e drogas, mas ninguém saiu ferido.

Pela segunda noite consecutiva, as empresas de transporte público que operam no Rio de Janeiro retiraram os seus autocarros das ruas, deixando muitos passageiros a pé nesta madrugada.

Das 700 favelas do Rio de Janeiro, 21 já foram ocupadas pela polícia.

O clima é tenso na cidade, onde são esperados mais de 500 mil turistas para as festas de Ano Novo.

Na madrugada de quinta-feira, os ataques criminosos deixaram 18 mortos e mais de vinte feridos.

Entre os mortos há nove civis, sete suspeitos de envolvimento nos atentados e dois polícias.

Na madrugada de sexta, foram registados ataques isolados, mas sem vítimas.

O plano de segurança adoptado pelo governo carioca após os ataques prevê a participação de mais de 20 mil polícias em todo o Estado, um aumento de cerca de 20 por cento em relação ao ano passado.

Este número não inclui tropas da Força Nacional de Segurança Pública oferecida pelo governo federal, mas descartada pela governadora Rosinha Matheus.

Na noite do dia 31, haverá várias patrulhas na praia de Copacabana, onde mais de dois milhões de pessoas deverão assistir à tradicional queima de fogos na passagem de ano.

A segurança e a fiscalização nos presídios também foram reforçadas para impedir que criminosos se comuniquem com o exterior, já que as autoridades constataram que as ordens para os ataques partiram da penitenciária de alta segurança Bangu I, na zona oeste do Rio, onde estão presos alguns chefes do tráfico de droga nas favelas.


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