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Risco de cancro da mama após 15 anos de estrógeno

Risco de cancro da mama após 15 anos de estrógeno

As mulheres na menopausa que tomaram estrógeno durante pelo menos 15 anos correm um risco claramente mais elevado de contra ir cancro da mama, segundo um estudo norte-americano hoje divulgado.

Agência LUSA /

Pelo contrário, as tratadas com esta hormona de substituição durante menos de dez anos não apresentam um risco mais elevado de desenvolver esse tipo de cancro, indica o estudo, realizado com 28.835 enfermeiras submetidas a histerec tomia.

O estrógeno permite aliviar os sintomas da menopausa, como a secura vaginal ou os afrontamentos, e ao mesmo tempo melhorar os níveis de colesterol ou diminuir a perda de tecido ósseo.

"Em conclusão, constatámos um risco acrescido de cancro da mama com um tratamento de estrógeno durante um período prolongado", escrevem os autores do estudo, entre as quais Wendy Chen, oncologista do Brigham and Women`s Hospital e do Dana Farber Cancer Institute de Bóston (Massachusetts).

"Embora o uso do estrógeno durante menos de dez anos não esteja ligado a uma maior incidência de cancro da mama, o estudo mostrou um aumento do risco de ataque cerebral e de flebite", afirmam.

Para as mulheres tratadas durante pelo menos 15 anos com estrógeno, o risco do cancro da mama mais comum aumenta 48 por cento. Depois de 20 anos de tratamento, aumenta 42 por cento, tendo em conta todos os tipos de cancro da mama.

As mulheres tratadas com estrógeno para prevenir ou tratar a osteoporos e (diminuição de tecidos ósseos) devem seguir um tratamento com estrógeno durante longos períodos e estão por isso mais expostas ao desenvolvimento do cancro da mama.

Devido a isso, os investigadores aconselham estas mulheres a explorar outros tratamentos com os seus médicos.

O estudo, financiado pelo governo federal norte-americano no âmbito do projecto "Women`s Health Iniciative/WHI e publicado na revista "Archives of Internal Medicine", indica que apenas 3,2 por cento das mulheres (934) participantes no estudo contraíram cancro da mama.

Os complementos hormonais combinados de estrógenos e progestativos foram durante muito tempo considerados o melhor tratamento para as perturbações que acompanham a menopausa.

Todavia, um estudo realizado pelo governo federal norte-americano em 2002 no quadro do mesmo projecto, e outro feito no Reino Unido em 2003, puseram em causa a hormonoterapia combinada de substituição ao constatarem um risco claram ente acrescido de cancro da mama.

Os complementos apenas de estrógeno só são prescritos a mulheres cujo útero foi extraído porque esta hormona pode provocar cancro do útero.

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