Robin Cook morre aos 59 anos
O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros britânico Robin Cook morreu sábado à tarde, depois de sofrer um colapso cardíaco, na Montanha de Ben Stack, no Noroeste da Escócia, informou a polícia.
Num primeiro momento, Cook, que fazia uma caminhada quando se sentiu indisposto, foi socorrido com reanimação cardiovascular por um amigo que o acompanhava e que recebeu instruções de como actuar por telemóvel.
Pouco depois, um helicóptero transportou-o para um hospital de Inverness, onde morreu.
Quando se sentiu indisposto, Cook estava prestes a chegar ao cume da montanha, com 721 metros de altura.
Cook, que pertencia ao Partido Trabalhista, foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros em 1997, afirmando pretender dar «uma dimensão ética» à diplomacia britânica.
A sua passagem pelo cargo ficou marcada pelas intervenções na Serra Leoa e no Kosovo. Em 2003, foi substituído por Jack Straw e tornou-se ministro das Relações com o Parlamento.
Demitiu-se deste último cargo por desacordo com a política oficial do seu partido para o Iraque, com um discurso que suscitou fortes aplausos de muitos deputados.
Actualmente, era deputado trabalhista por Livingston, no centro da Escócia, depois de ter representado a cidade de Edimburgo, entre 1974 e 1983.
Robert Finlayson Cook nascera em 28 de Fevereiro de 1946, em Bellshill, e estudou na Universidade de Edimburgo. Foi professor e animador da educação de adultos, antes de enveredar pela carreira política, nas fileiras do Partido Trabalhista.
Era reconhecido como um dos deputados intelectualmente mais brilhantes dos últimos tempos.
Jack Straw confessou-se «acabrunhado» com a sua morte.
«Robin e eu, somos amigos há mais de trinta anos e esta amizade sobreviveu aos nossos desacordos políticos sobre o Iraque. Foi o melhor parlamentar da sua geração e um excelente ministro dos Negócios Estrangeiros», disse o sucessor de Cook.
Também o vice-primeiro-ministro, John Prescott, se referiu a Cook como sendo «o melhor deputado da sua geração», salientando ainda o seu «espírito incisivo».
Michael Howard, dirigente da oposição conservadora, salientou que «a contribuição de Robin Cook para a vida política foi imensa».
«Foi um homem político de princípios que combateu pelas coisas em que acreditava. Vai fazer-nos muita falta», acrescentou Howard.
O liberal-democrata Charles Kennedy, chefe do terceiro partido da vida política britânica, exprimiu a sua tristeza face à perda de um «autêntico reformista, quer pelo intelecto quer pelo instinto».
MF.
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