Rubio poderá viajar com Trump à China apesar de sanções de Pequim

Rubio poderá viajar com Trump à China apesar de sanções de Pequim

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, poderá viajar à China com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma prevista visita a Pequim, apesar de estar sancionado pelo Governo chinês, avançou hoje um jornal de Hong Kong.

Lusa /
Reuters

O South China Morning Post, que cita fontes conhecedoras dos preparativos sob condição de anonimato, refere que Rubio já tinha sido anteriormente convidado a visitar a China, mas não se mostrou recetivo até datas recentes.

A eventual presença de Rubio poderá ajudar a resolver algumas das dificuldades surgidas na preparação da viagem de Trump, já que em Pequim existe alguma frustração pela falta de progressos na organização da visita, segundo as mesmas fontes.

As sanções contra Rubio foram impostas por Pequim em 2020, quando o político de origem cubana ainda era senador, em resposta a medidas norte-americanas contra responsáveis chineses devido ao tratamento da minoria uigur na região ocidental de Xinjiang e a sanções relacionadas com a situação em Hong Kong após os protestos antigovernamentais de 2019.

Pequim não esclareceu se as medidas seriam suspensas no caso de uma deslocação oficial. Este tipo de sanções costuma implicar restrições de entrada no país para os responsáveis visados e respetivos familiares, o que levanta dúvidas sobre se Rubio poderá viajar para território chinês.

A notícia do jornal surge pouco antes de uma nova ronda de negociações comerciais entre Washington e Pequim, anunciada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos para domingo e segunda-feira, em Paris.

Segundo o jornal, o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e o secretário do Tesouro norte-americano Scott Bessent deverão discutir possíveis acordos, tendo em vista uma eventual reunião entre Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping.

O jornal acrescenta que Rubio terá inicialmente mostrado relutância em participar na viagem, em parte porque a agenda estará centrada em questões comerciais, um domínio em que Bessent assumiu a liderança das negociações com Pequim.

Até ao momento, as autoridades chinesas não confirmaram os encontros previstos na capital francesa.

Os dois países mantêm uma trégua comercial em vigor desde outubro, após um acordo alcançado na sequência de conversações anteriores na Malásia e de uma reunião posterior entre Trump e Xi na Coreia do Sul.

O contexto bilateral continua marcado por tensões comerciais e tecnológicas e pela incerteza gerada após a recente decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos que anulou parcialmente as tarifas impostas pela administração Trump no ano passado.

A Casa Branca anunciou que a viagem de Trump deverá decorrer entre 31 de março e 02 de abril, embora Pequim ainda não a tenha confirmado.

A concretizar-se, será a primeira visita de um Presidente norte-americano ao país asiático desde a realizada pelo próprio Trump em 2017, durante o seu primeiro mandato.

 

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