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Rudy Giuliani. Advogado de Trump em cenas comprometedoras do novo filme de Borat

Rudy Giuliani. Advogado de Trump em cenas comprometedoras do novo filme de Borat

Borat está de volta aos ecrãs com um novo filme, que se estreia já esta sexta-feira. Repete-se a sátira ao estilo de Sacha Baron Cohen. Em Borat Subsequent Movie Film, o antigo mayor de Nova Iorque e advogado de Donald Trump, Rudy Giuliani aparece em cenas comprometedoras enquanto dá uma "falsa entrevista" a uma jovem jornalista.

RTP /
David Gray - Reuters

O segundo filme de Borat, Borat Subsequent Movie Film: Delivery of Prodigious Bribe to American Regime for Make Benefit Once Glorious Nation of Kazakhstan (ainda sem título em português), estreia-se sexta-feira na Amazon Prime Video e já está a dar que falar. O jornalista mais famoso do Cazaquistão regressa aos Estados Unidos e desta vez põe na mira os negacionistas do Holocausto e os apoiante e seguidores do presidente Donald Trump, assim como o seu advogado, Rudy Giuliani.

A reputação do antigo presidente da Câmara de Nova Iorque e atual advogado do Presidente norte-americano pode estar em causa com o lançamento do filme devido a uma cena embaraçosa para Giuliani, segundo avançou o Guardian.

Embora ainda não sejam conhecidos muitos detalhes sobre a longa-metragem, sabe-se que uma das cenas envolve Rudy Giuliani, que chamou a polícia em julho, depois de ter concedido uma "entrevista" num quarto de hotel para uma jovem atraente que interpretava o papel de filha adolescente de Borat. Nas imagens,o atual advogado pessoal de Donald Trump é visto com as mãos nas calças e aparentemente a tocar nos órgãos genitais enquanto se encosta numa cama, na presença da alegada jornalista.

No filme, a "jornalista" entrevista o republicano para um falso programa de notícias conservador. Por sugestão da jovem, depois da conversa, ambos se deslocam para um quarto de hotel para uma bebida - a suite em causa estava equipada com várias câmaras ocultas para a captação de imagens para a rodagem.

Nessas imagens, Giuliani aparece a deitar-se na cama e a colocar a mão nas calças, momento que é interrompido pela personagem Borat que diz ao advogado de Trump: "Ela tem 15 anos. É demasiado velha para si".

Na altura, Rudy Giuliani apresentou queixa às autoridades, e afirmou ao New York Post que o seu quarto de hotel tinha sido invadido por um homem "a usar um fato trasngénero cor-de-rosa".

"Esta pessoa entrou a gritar e eu achava que era um esquema e por isso apresentei queixa na polícia, mas ele fugiu", explicou então.

Mas mais tarde, o advogado esclareceu que só depois percebeu que devia "ter sido o Sacha Baron Cohen".

"Pensei em todas as pessoas que ele já enganou e senti-me bem comigo mesmo por não me ter apanhado"
, disse ainda.

A cena ainda não está disponível, mas já circulam imagens nas redes sociais que desmentem Giuliani que disse não ter sido enganado pelo ator.



A presença de Rudy Giuliani em "Borat 2" tornou-se ainda mais comentada porque foi o próprio o primeiro a divulgar publicamente em julho que tinha chamado a polícia após ser "emboscado" por Sacha Baron Cohen e se sentia "muito orgulhoso" por não ter sido enganado.

Segundo a publicação britânica, antes do momento embaraçoso, Giuliani não parece comportar-se de forma menos própria na entrevista. É visivel que bebe uísque, tosse, não consegue manter a distância socail e afirma à jornalista que as ações rápidas de Trump durante a primavera salvaram um milhão de norte-americanos de morrer com Covid-19.

Entretanto, Rudy Giuliani já reagiu às duras críticas de que tem sido alvo desde que foram divulgadas as imagens dizendo que, no alegado momento comprometedor, estava apenas a arrumar a camisa dentro das calças depois de ter tirado o microfone.


Numa entrevista ao New York Times, o ator Sacha Baron Cohen afirmou que o objetivo deste novo filme está em "fazer as pessoas rir", sem esquecer a "perigosa queda no autoritarismo".

"Em 2005, precisávamos de uma personagem como o Borat que era um misógino, racista e antissemita para trazer ao de cima os preconceitos das pessoas. Agora esses preconceitos são evidentes. Os racistas têm orgulho em ser racistas. Quando um presidente é abertamente racista, abertamente fascista, autoriza o resto da sociedade a mudar o seu diálogo também", esclareceu.

O novo filme de Borat estreia já a 23 de outubro na Amazon Prime Video, depois da recente aquisição de direitos por parte da empresa. Durante as gravações a câmara seguiu Baron Cohen enquanto o ator interagia com pessoas comuns e algumas figuras políticas através de seu alter ego desajeitado e altamente ofensivo. O filme sai apenas unas dias antes das eleições presidenciais norte-americanas e, com a participação de uma figura tão próxima do candidato republicano, há quem questione se a longa-metragem não vai afetar as votações em Donald Trump.

Segundo o Guardian, o filme foi gravado durante a pandemia e com recurso a uma equipa reduzida, tendo as filmagens decorrido em diferentes estados norte-americanos e internacionalmente, adotando o já conhecido estilo de documentário satírico.
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