Ruiu o prédio da polícia de Investigação Criminal de Luanda

O edifício da Direcção Nacional de Investigação Criminal em Luanda, Angola, desabou na madrugada de sábado, havendo para já o registo de quatro mortos. No prédio encontrava-se mais de uma centena de pessoas, estando neste momento as equipas de resgate a tentar retirar todas as vítimas da derrocada.

RTP /
Os detidos com ferimentos foram evacuados para o hospital-cadeia de São Paulo RTP

Dos escombros foram retiradas quatro pessoas sem vida e outras cem apresentando ferimentos. Soterradas estarão ainda dezenas de pessoas.

Eram 3h00 da manhã em Portugal quando o edifício de sete andares, onde habitualmente estão detidas pessoas que vão a julgamento, desabou na totalidade.

Para o local foi deslocada maquinaria colocada à disposição das equipas dos bombeiros e dos Serviços de Protecção Civil por empresas de construção civil. O Gabinete de Reconstrução Nacional, entidade que gere o plano de obras estatais em Angola, enviou também vários equipamentos para facilitar a remoção dos escombros.

“Estamos a fazer tudo para socorrer as pessoas que se encontram ainda debaixo dos escombros. Várias empresas estão a prestar esse apoio, através de gruas e outras máquinas”, declarou Eugénio Laborinho, coordenador nacional dos Serviços de Protecção Civil.

No piso térreo, onde está situada a cela feminina, continuam as buscas para resgatar dez mulheres, para já a principal preocupação das equipas de socorro. As mulheres foram entretanto contactadas pelas equipas de resgate.

O comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, explicou aos jornalistas que foi possível estabelecer o contacto depois de um telemóvel ter sido introduzido no espaço onde o grupo de mulheres se encontra retido por um cão de resgate.

Mau estado do prédio pode ter provocado o desmoronamento

A construção do edifício data da década de 1970, sendo uma eventual infiltração de águas nos alicerces apontada como provável causa para o acidente.

A duas dezenas de metros do prédio, com uma estrada asfaltada pelo meio, está a ser construída uma vala de drenagem por uma empresa chinesa.

Esta versão foi sublinhada pelo jornalista da RTP José dos Santos, após contactos no local. As autoridades, contudo, ainda não anunciaram as causas da derrocada.

No desabamento, ficaram soterrados dezenas de veículos, o que está a obrigar as equipas de salvamento a trabalho acrescido. As autoridades no local estão a remover as viaturas para permitir maior celeridade nos trabalhos de busca, que ocupa centenas de homens entre bombeiros, militares, polícias, elementos da Protecção Civil e trabalhadores.
PUB