Mundo
Guerra na Ucrânia
Rússia afirma ter simulado lançamentos de mísseis com capacidade nuclear
O Exército russo realizou um exercício militar de simulação de disparos de mísseis com capacidade nuclear no enclave russo de Kaliningrado, entre a Polónia e a Lituânia, revelou o Ministério da Defesa da Rússia, citado pela AFP.
As manobras militares neste enclave no mar Báltico, entre a Polónia e a Lituânia, países membros da União Europeia (UE), consistiram numa simulação de “lançamentos eletrónicos” de sistemas de mísseis balísticos móveis Iskander, com capacidade nuclear.
Em comunicado do Ministério da Defesa russo, citado pela Agência France Presse (AFP), é dito que as forças russas realizaram ataques únicos e múltiplos contra alvos que simulavam zonas de lançamento de sistemas de mísseis, aeródromos, infraestruturas protegidas, equipamento militar e postos de comando de um inimigo fictício.
Os militares realizaram ainda uma manobra de mudança de posição, de forma a fugir a “um possível ataque de retaliação”, pode ler-se. As unidades de combate também praticavam "operações em condições de radiação e contaminação química".
O exercício militar envolveu mais de 100 militares.
O anúncio deste teste militar ocorreu no 70.º dia da invasão russa da Ucrânia. Desde o início da “operação militar” que o presidente russo, Vladimir Putin, tem expresso ameaças onde sugere estar disposto a implantar armas nucleares táticas.
Segundo observadores, citados novamente pela Agência France Presse, nos últimos dias a televisão estatal russa tentou tornar o uso de armas nucleares mais aceitável para o público.
"Há duas semanas que ouvimos na televisão que os silos nucleares devem ser abertos", sublinhou na terça-feira Dimitri Muratov, editor de um jornal independente russo e Prémio Nobel da Paz 2021.
Em comunicado do Ministério da Defesa russo, citado pela Agência France Presse (AFP), é dito que as forças russas realizaram ataques únicos e múltiplos contra alvos que simulavam zonas de lançamento de sistemas de mísseis, aeródromos, infraestruturas protegidas, equipamento militar e postos de comando de um inimigo fictício.
Os militares realizaram ainda uma manobra de mudança de posição, de forma a fugir a “um possível ataque de retaliação”, pode ler-se. As unidades de combate também praticavam "operações em condições de radiação e contaminação química".
O exercício militar envolveu mais de 100 militares.
O anúncio deste teste militar ocorreu no 70.º dia da invasão russa da Ucrânia. Desde o início da “operação militar” que o presidente russo, Vladimir Putin, tem expresso ameaças onde sugere estar disposto a implantar armas nucleares táticas.
Segundo observadores, citados novamente pela Agência France Presse, nos últimos dias a televisão estatal russa tentou tornar o uso de armas nucleares mais aceitável para o público.
"Há duas semanas que ouvimos na televisão que os silos nucleares devem ser abertos", sublinhou na terça-feira Dimitri Muratov, editor de um jornal independente russo e Prémio Nobel da Paz 2021.