Mundo
Guerra na Ucrânia
Rússia atinge navio de carga em porto ucraniano do Mar Negro
A Rússia atingiu um navio de carga no porto ucraniano de Mykolaiv, no Mar Negro, esta sexta-feira, informou o Ministério russo da Defesa, segundo a agência de notícias estatal RIA Novosti.
O Ministério afirmou que a embarcação estava a ser utilizada para abastecer as forças militares ucranianas.Ucrânia reforça postos de combustível contra ataques russos
As barreiras de proteção contra explosões preenchidas com areia e os abrigos de betão estão a multiplicar-se nos postos de combustível da Ucrânia, num esforço das empresas do setor para reforçar as suas redes à medida que a Rússia ataca as infraestruturas de abastecimento nas principais cidades.A Rússia tem atingido os postos de abastecimento de combustível nas zonas próximas da linha da frente desde o início da guerra em grande escala, em 2022, mas, nos últimos meses, alargou a sua campanha aérea para visar os postos de abastecimento de combustível em Kiev, Dnipro e Kharkiv.
Um alto executivo da empresa estatal Ukrnafta, a maior empresa petrolífera da Ucrânia, revelou que estão a ser tomadas medidas para proteger as instalações e que os ataques não causarão escassez este inverno, apesar de um aumento esperado de 10% a 15% na procura.
Mesmo quando os postos são atingidos, as operações são, por vezes, retomadas em poucos dias, afirmou Lesya Zharska, diretora da rede de postos da Ukrnafta.
"Vamos proteger as instalações. Vamos recuperar as instalações. Estamos prontos para o inverno", disse Lesya Zharska numa entrevista num posto da Ukrnafta nos arredores de Kiev. Do outro lado da rua, os trabalhadores reconstruíam um posto destruído num ataque recente.
Nas últimas semanas, pelo menos seis postos da Ukrnafta foram atingidos em Kiev. No total, a Rússia destruiu mais de 300 postos nos últimos seis meses, informou o ministro ucraniano da Energia, Denys Shmyhal.
Na capital ucraniana, e na região circundante, foram implantados cortes de emergência de energia elétrica, na sequência dos ataques russos dos últimos dias.
Moscovo afirma não atacar deliberadamente as infraestruturas civis da Ucrânia, mas intensificou os ataques a áreas povoadas, à medida que as suas forças enfrentam dificuldades para avançar em território ucraniano. Entretanto, os ataques ucranianos a refinarias de petróleo provocaram escassez de combustível na Rússia, que impôs uma proibição às exportações.
Para mitigar os riscos em centros populacionais como Kiev — onde possui três dezenas das suas 660 unidades —, a Ukrnafta instalou barreiras de proteção contra explosões feitas de cubos de rede metálica (gabiões) cheios de areia. A intenção é instalá-las noutras cidades em breve.
"Quando é emitido um alerta aéreo amarelo ou vermelho, interrompemos as operações, pedimos aos clientes que saiam e a equipa dirige-se para os abrigos", esclareceu Lesya Zharska.
É esperado que a Rússia intensifique novamente os ataques às infraestruturas energéticas da Ucrânia à medida que as temperaturas descem com a chegada do inverno.
A Ukrnafta já equipou unidades de toda a sua rede com geradores a diesel de emergência e contratou importações de combustível suficiente para evitar falhas no abastecimento. “Continuaremos a realizar o nosso trabalho."Kiev e Moscovo prosseguem ataques
Um ataque ucraniano matou duas pessoas e feriu quatro, incluindo uma criança, na região russa de Belgorod, na fronteira, informou esta sexta-feira a agência de notícias estatal TASS, citando autoridades locais.
As barreiras de proteção contra explosões preenchidas com areia e os abrigos de betão estão a multiplicar-se nos postos de combustível da Ucrânia, num esforço das empresas do setor para reforçar as suas redes à medida que a Rússia ataca as infraestruturas de abastecimento nas principais cidades.A Rússia tem atingido os postos de abastecimento de combustível nas zonas próximas da linha da frente desde o início da guerra em grande escala, em 2022, mas, nos últimos meses, alargou a sua campanha aérea para visar os postos de abastecimento de combustível em Kiev, Dnipro e Kharkiv.
Um alto executivo da empresa estatal Ukrnafta, a maior empresa petrolífera da Ucrânia, revelou que estão a ser tomadas medidas para proteger as instalações e que os ataques não causarão escassez este inverno, apesar de um aumento esperado de 10% a 15% na procura.
Mesmo quando os postos são atingidos, as operações são, por vezes, retomadas em poucos dias, afirmou Lesya Zharska, diretora da rede de postos da Ukrnafta.
"Vamos proteger as instalações. Vamos recuperar as instalações. Estamos prontos para o inverno", disse Lesya Zharska numa entrevista num posto da Ukrnafta nos arredores de Kiev. Do outro lado da rua, os trabalhadores reconstruíam um posto destruído num ataque recente.
Nas últimas semanas, pelo menos seis postos da Ukrnafta foram atingidos em Kiev. No total, a Rússia destruiu mais de 300 postos nos últimos seis meses, informou o ministro ucraniano da Energia, Denys Shmyhal.
Na capital ucraniana, e na região circundante, foram implantados cortes de emergência de energia elétrica, na sequência dos ataques russos dos últimos dias.
Moscovo afirma não atacar deliberadamente as infraestruturas civis da Ucrânia, mas intensificou os ataques a áreas povoadas, à medida que as suas forças enfrentam dificuldades para avançar em território ucraniano. Entretanto, os ataques ucranianos a refinarias de petróleo provocaram escassez de combustível na Rússia, que impôs uma proibição às exportações.
Para mitigar os riscos em centros populacionais como Kiev — onde possui três dezenas das suas 660 unidades —, a Ukrnafta instalou barreiras de proteção contra explosões feitas de cubos de rede metálica (gabiões) cheios de areia. A intenção é instalá-las noutras cidades em breve.
"Quando é emitido um alerta aéreo amarelo ou vermelho, interrompemos as operações, pedimos aos clientes que saiam e a equipa dirige-se para os abrigos", esclareceu Lesya Zharska.
É esperado que a Rússia intensifique novamente os ataques às infraestruturas energéticas da Ucrânia à medida que as temperaturas descem com a chegada do inverno.
A Ukrnafta já equipou unidades de toda a sua rede com geradores a diesel de emergência e contratou importações de combustível suficiente para evitar falhas no abastecimento. “Continuaremos a realizar o nosso trabalho."Kiev e Moscovo prosseguem ataques
Um ataque ucraniano matou duas pessoas e feriu quatro, incluindo uma criança, na região russa de Belgorod, na fronteira, informou esta sexta-feira a agência de notícias estatal TASS, citando autoridades locais.
Um ataque com drones na região central de Kaluga também fez nove feridos, acrescentou a agência.
Também esta sexta-feira, a Yandex, empresa russa de
tecnologia e IA, revelou que vários módulos do seu centro de dados na
região de Kaluga, foram completamente desativados por um ataque de drone — o segundo em dois dias.
Já na região russa de Tver, um ataque com um drone ucraniano provocou um incêndio numa instalação em Redkino.
Na Ucrânia, os ataques russos mataram uma pessoa e feriram sete, incluindo uma criança, na cidade de Zaporizhzhia, revelou Ivan Fedorov, autoridade regional de defesa, na aplicação de mensagens Telegram.
c/ agências