Mundo
Guerra na Ucrânia
Rússia dispara dezenas de mísseis em direção a várias cidades ucranianas
A Força Aérea ucraniana denunciou ataques “em massa” de mísseis russos esta quinta-feira contra várias cidades do país, incluindo a capital Kiev. Foram ouvidas explosões em diferentes regiões. As sirenes antiaéreas ecoaram em quase todo o país.
O conselheiro presidencial Oleksiy Arestovych revelou, nas redes sociais, que foram detetados mais de 100 mísseis russos. Um balanço posterior apontaria para pelo menos 69 projéteis.
Os presidentes das câmaras de Lviv e Kharkiv também confirmaram explosões nas respetivas cidades e os caminhos-de-ferro ucranianos revelaram que várias ligações ferroviárias estão com atrasos devido a cortes de energia.
Em Lviv, 90 por cento da cidade está sem energia elétrica.
Foram também anunciados cortes de energia nas regiões de Odessa e Dnipropetrovsk, com o objetivo de minimizar os potenciais danos na infraestrutura energética. Ouviram-se também explosões nas cidades de Kharkiv, Odesa e Zhytomyr.
Em Odessa, o líder regional falou de um ataque compacto com mísseis russos e, apesar de as defesas aéreas do país estarem em funcionamento, instou os civis a procurarem abrigo.
O responsável pela cidade de Kryvyi Rih revelou que os mísseis foram lançados a partir de “navios e aviões russos no Mar Negro” e que a eletricidade tinha sido desligada por “precaução”.
Nas últimas semanas, dezenas de ataques russos atingiram a Ucrânia, provocando repetidos cortes de energia em todo o país.
Moscovo tem negado ter civis com alvos nos seus ataques com mísseis. No entanto, Vladimir Putin admitiu recentemente que as tropas russas têm atingido as infraestruturas energéticas da Ucrânia.
A admissão do presidente russo surgiu depois de vários líderes internacionais, incluindo Emmanuel Macron, terem afirmado que ataques a infraestruturas de energia poderiam equivaler a um crime de guerra.
“Estamos à espera de mais propostas de forças de manutenção da paz sobre a resolução pacífica”, escreveu Oleksiy Arestovych no Twitter, numa referência aos apelos da Rússia no sentido de uma solução para a guerra que Moscovo iniciou a 24 de fevereiro.
- Больше 100 ракет в несколько волн.
— Arestovych (@arestovych) December 29, 2022
Не пренебрегайте укрытиями.
ПВО работает.
———-
Не выкладываем места попаданий.
Не выкладываем места пусков ПВО.
Если Вы это делаете - Вы корректируете огонь противника.
Em Kiev, foram ouvidas pelo menos duas explosões, mas não é claro se foram causadas por ataques de mísseis ou pelas defesas aéreas. Segundo a France Presse, pelo menos três civis ficaram feridos. O presidente da câmara da capital alertou para a possibilidade de a cidade sofrer cortes de energia e instou os residentes a recarregarem os telemóveis e a abastecerem-se de reservas de água. “O inimigo está a atacar a Ucrânia em várias frentes, com mísseis de cruzeiro disparados a partir de aviões e navios”, afirmou em comunicado a Força Aérea ucraniana.
Os presidentes das câmaras de Lviv e Kharkiv também confirmaram explosões nas respetivas cidades e os caminhos-de-ferro ucranianos revelaram que várias ligações ferroviárias estão com atrasos devido a cortes de energia.
Em Lviv, 90 por cento da cidade está sem energia elétrica.
Foram também anunciados cortes de energia nas regiões de Odessa e Dnipropetrovsk, com o objetivo de minimizar os potenciais danos na infraestrutura energética. Ouviram-se também explosões nas cidades de Kharkiv, Odesa e Zhytomyr.
Em Odessa, o líder regional falou de um ataque compacto com mísseis russos e, apesar de as defesas aéreas do país estarem em funcionamento, instou os civis a procurarem abrigo.
O responsável pela cidade de Kryvyi Rih revelou que os mísseis foram lançados a partir de “navios e aviões russos no Mar Negro” e que a eletricidade tinha sido desligada por “precaução”.
Nas últimas semanas, dezenas de ataques russos atingiram a Ucrânia, provocando repetidos cortes de energia em todo o país.
Moscovo tem negado ter civis com alvos nos seus ataques com mísseis. No entanto, Vladimir Putin admitiu recentemente que as tropas russas têm atingido as infraestruturas energéticas da Ucrânia.
A admissão do presidente russo surgiu depois de vários líderes internacionais, incluindo Emmanuel Macron, terem afirmado que ataques a infraestruturas de energia poderiam equivaler a um crime de guerra.