Rússia diz ter abatido 155 drones em ofensiva que causou um morto

Rússia diz ter abatido 155 drones em ofensiva que causou um morto

As autoridades da Rússia anunciaram hoje que abateram 155 aeronaves não tripuladas (conhecidas como `drones`) ucranianas durante a noite e que um dos ataques matou uma pessoa na região de Lipetsk (oeste).

Lusa /
Thomas Peter - Reuters

"Os sistemas de defesa aérea em serviço intercetaram e destruíram 155 `drones` ucranianos", informou o Ministério da Defesa russo, na plataforma de mensagens Telegram, acrescentando que 53 `drones` foram abatidos só na região de Kursk, na fronteira com a Ucrânia.

Na região de Lipetsk, também no oeste da Rússia, um ataque com `drones` matou uma pessoa, anunciou o governador local.

"Na noite passada, um `drone` caiu no terreno de uma das empresas agrícolas do distrito de Khlevensky", localizado a cerca de 400 quilómetros a sul de Moscovo, provocando um incêndio, referiu Igor Artamonov.

"Uma pessoa morreu e outra ficou ferida", acrescentou o dirigente, também no Telegram.

A Ucrânia realiza ataques aéreos quase diários contra a Rússia, enquanto as forças russas também continuam a bombardear cidades ucranianas, no âmbito da ofensiva russa contra a Ucrânia, lançada em fevereiro de 2022.

Esta vaga ucraniana de ataques com `drones` surge um dia depois do início, em Roma, da IV Conferência sobre a Recuperação da Ucrânia, copresidida pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Também na quinta-feira, teve lugar, no Reino Unido, uma reunião da coligação de aliados de Kiev, que prometeram continuar a manter a capacidade de combate da Ucrânia, assim como participar numa futura força de manutenção de paz, após um cessar-fogo.

A reunião de Londres foi copresidida pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.

Nesta reunião participaram, por videoconferência, o enviado dos Estados Unidos para a Ucrânia, Keith Kellogg, e os senadores Lindsay Graham e Richard Blumenthal, que defenderam maiores sanções contra a Rússia.

O republicano Graham e o democrata Blumenthal apresentaram aos aliados europeus e à Ucrânia um novo pacote bipartidário de sanções norte-americanas à Rússia, que descreveram como revolucionário.

O projeto de lei contempla uma tarifa de 500% sobre os produtos importados de países que continuam a comprar à Rússia petróleo, gás, urânio e outros produtos --- visando nações como a China e a Índia, que representam cerca de 70% do comércio de energia russo e financiam grande parte do seu esforço de guerra.

Graham e Blumenthal disseram à agência de notícias Associated Press, em Roma, que esperam levar a legislação a votação no Senado, a câmara alta do parlamento dos Estados Unidos, antes da suspensão dos trabalhos em agosto. 

Os dois senadores afirmaram que isso daria ao Presidente norte-americano, Donald Trump, as ferramentas e a flexibilidade de que necessita para forçar o homólogo russo, Vladimir Putin, a negociar o fim da guerra.

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