Rússia diz ter travado ataque ucraniano a um dos maiores portos no Mar Negro
O Ministério russo da Defesa afirmou esta sexta-feira ter frustrado um ataque noturno com drones marítimos à base naval da cidade de Novorossiysk, onde se situa um dos principais portos russos do Mar Negro, na península anexada da Crimeia, numa altura em que se intensificam os ataques ucranianos ao território russo.
"Esta noite, as Forças Armadas ucranianas tentaram atacar a base naval de Novorossiysk com duas embarcações não tripuladas", que "foram detetadas e destruídas por navios russos que guardavam a área fora da base naval", lê-se num comunicado do Ministério, publicado na plataforma de mensagens Telegram.Moscovo reportou também um ataque com drones ucranianos contra navios de guerra que escoltavam uma embarcação civil.
Este é o primeiro ataque deste tipo contra Novorossiysk, um importante porto petrolífero e terminal de um oleoduto a cerca de 1.500 quilómetros a oeste do Cazaquistão e das regiões russas localizadas no Mar Cáspio. A maioria do petróleo cazaque para exportação passa por este oleoduto.
Esta semana, as autoridades russas deram conta de várias tentativas de ataques a navios civis e navais na zona do Mar Negro, onde os ataques aumentaram desde que a Rússia decidiu retirar-se do acordo ucraniano de exportação de cereais, a 17 de julho, acusando a Ucrânia de incumprir a sua parte do plano.
Tanto Kiev como Moscovo anunciaram, após a rutura do acordo, alcançado pela primeira vez em julho de 2022, que todos os navios que navegam nas águas do Mar Negro serão considerados transportes de carga militar.
Drones contra a Crimeia
A frota russa no Mar Negro tem sido um alvo desde que começou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Nas últimas semanas os ataques intensificaram-se.
Na terça-feira, a Rússia afirmara ter frustrado um ataque de três drones marítimos ucranianos contra barcos de patrulha no Mar Negro, a 340 quilómetros de Sevastopol, a base russa no Mar Negro na península da Crimeia.
As forças russas também abateram 13 drones que atacavam a península da Crimeia durante a noite de quinta para sexta-feira, acrescentou o Ministério da Defesa, acrescentando que nenhuma vítima ou dano deve ser relatado.
Kiev, que lançou uma contraofensiva no início de junho para retomar os territórios conquistados por Moscovo, com progressos modestos por enquanto, afirma sua intenção de recuperar a Crimeia em particular, que a Rússia anexou em 2014.
c/ agências