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Guerra na Ucrânia
Sistemas de alerta às populações. Rússia e Ucrânia trocam acusações de ciberataques
Assim que acabou a trégua temporária, Moscovo e Kiev denunciaram ciberataques aos sistemas de alerta à população, acusando-se mutuamente.
Esta madrugada, pouco depois de o Kremlin ter negado prolongar o cessar-fogo temporário na região ucraniana de Kherson, as aplicações que enviam alertas de ameaças às populações, tanto da Rússia como da Ucrânia, foram atacadas.
A Força Aérea da Ucrânia, na noite de domingo, informou que o sistema de alerta tinha sido hackeado e estava a enviar alertas falsos por mensagem aos ucranianos, sobre possíveis ameaças nucleares e químicas, além da ameaça de combates urbanos.
Na aplicação também apareceu uma mensagem em russo que dizia: "Saudações! Em toda a Ucrânia haverá agora um alerta nuclear. Não se preocupem, foi lançado um [míssil balístico] Oreshnik!"
O SPRAVDI, Centro de Comunicações Estratégicas da Ucrânia, culpou a Rússia pelo ataque cibernético.
Unfortunately, Russians have hacked the "Air Alert" app.— SPRAVDI — Stratcom Centre (@StratcomCentre) November 1, 2026
This is evidenced by the appearance of several unusual alerts. Additionally, there is a message in Russian about "Oreshnik."
If you see strange messages in the app, disregard. https://t.co/fU7KHmKxs1
A Força Aérea da Ucrânia publicou na plataforma Telegram uma mensagem em que reconhecia que "a aplicação Air Alert foi, provavelmente, comprometida".
"Não há risco de radiação! Mantenham a calma e acompanhem as nossas mensagens no nosso canal", acrescentou.
Horas depois, Moscovo informou também que a aplicação para telemóveis do Ministério de Situações de Emergência da Rússia havia tinha sido alvo de "um ataque cibernético massivo".
"Atenção! O aplicativo móvel do Ministério de Situações de Emergência da Rússia foi alvo de um ataque cibernético massivo, permitindo que os invasores enviem informações falsas ao público", publicou o Ministério de Situações de Emergência no Telegram.
Os utilizadores desta aplicação receberam notificações sobre "ogivas nucleares" lançadas contra todas as regiões do país, indicou o meio de comunicação independente russo Meduza.
O canal independente russo no Telegram, Astra, indicou que também foi atacado o fornecedor russo de alojamento de `sites` Beget, um dos maiores do país, cuja infraestrutura garante o funcionamento de mais de 700 mil domínios ativos no segmento russo da Internet.
Os ciberataques aconteceram enquanto ambos os lados alertavam para a possibilidade de novos confrontos e Kiev sinalizava que podia vir a suspender os ataques a refinarias de petróleo russas em troca de mísseis Patriot norte-americanos.
Um dia antes, um grupo de `hackers` bielorrussos afirmou ter invadido os servidores do Serviço Federal de Estatística da Rússia, o Rosstat, comprometendo cerca de 25 mil computadores e apropriando-se de 23 terabytes de informação sensível, incluindo as baixas russas na guerra na Ucrânia.
c/ agências