Rússia e Ucrânia vão ser consagradas ao Imaculado Coração de Maria em Roma e Fátima

por Lusa

O Papa Francisco vai consagrar a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria em 25 de março, em Roma, enquanto em Fátima, como Legado Pontifício, o cardeal Konrad Krajewski fará o mesmo ato na Capelinha das Aparições.

O Santuário de Fátima, em informação hoje divulgada sobre esta consagração da Rússia e da Ucrânia, recorda que, no início do mês, o cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro do Papa, foi enviado pessoal do pontífice à Ucrânia, onde teve encontros com o chefe da Igreja greco-católica ucraniana, Sviatoslav Shevchuk, e o metropolita de Lviv, Mieczyslaw Mokszycki.

Entretanto, a Imagem n.º 13 da Virgem Peregrina de Fátima chega na quinta-feira à Ucrânia, a pedido do arcebispo metropolita greco-católico de Lviv.

"Há 38 anos, o Papa São João Paulo II consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria, diante da imagem da primeira escultura de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que se venera na Capelinha e que se deslocou ao Vaticano nessa ocasião cumprindo a sua sétima saída da Cova da Iria".

Já em 25 de março de 2020, o cardeal António Marto consagrou Portugal e Espanha, e mais 22 países, ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, "pedindo auxílio e proteção para os tempos de pandemia".

Em 20 de outubro de 2019, os bispos católicos portugueses consagraram a Igreja Católica ao Sagrado Coração de Jesus, em Fátima, durante a missa de encerramento do Ano Missionário, assinalando também os 175 anos de presença em Portugal do Apostolado da Oração.

A primeira consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria aconteceu a 13 de maio de 1931, oito meses depois do reconhecimento oficial das aparições pelo bispo de Leiria, no final da primeira peregrinação nacional do episcopado português a Fátima, recorda o Santuário de Fátima.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 691 mortos e mais de 1.140 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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