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Rússia pede reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas para debater caso Skripal

Rússia pede reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas para debater caso Skripal

O embaixador russo nas Nações Unidas anunciou esta quarta-feira que requereu a realização de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Moscovo quer abordar na ONU o caso do envenenamento do ex-espião Sergei Skripal. Londres tem acusado a Moscovo de ser responsável pelo envenenamento, o que deu início a uma profunda crise diplomática entre a Rússia e o ocidente.

RTP /
Lucas Jackson - Reuters

O embaixador russo nas Nações Unidas pede que a reunião se realize esta quinta-feira quando forem 15h00 em Nova Iorque (20h00 em Lisboa). Este encontro deverá debruçar-se sobre a carta que a primeira-ministra britânica enviou ao Conselho de Segurança a 4 de março, na qual acusava a Rússia de ser responsável pelo envenenamento de Sergei Skripal e da sua filha.

No passado dia 14 de março, o Conselho de Segurança das Nações Unidas tinha já reunido de emergência, a pedido do Reino Unido, para discutir este caso. Nesta reunião, os Estados Unidos acusaram Moscovo de ser responsável pelo envenenamento do ex-espião.

Este caso tem motivado uma forte crise diplomática entre o ocidente e a Federação Russa. O Reino Unido, os EUA e dezenas de países europeus decidiram expulsar diplomatas russos. A Rússia tem negado qualquer envolvimento e tem respondido da mesma forma à expulsão de diplomatas.

Portugal optou por não expulsar nenhum dos cerca de 20 diplomatas que a Rússia tem em território luso mas chamou o embaixador português em Moscovo para consultas em Lisboa.

Esta quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse no Parlamento que não foram expulsos diplomatas para garantir a operacionalidade da embaixada portuguesa em Moscovo. Santos Silva admitiu ainda que a posição portuguesa possa evoluir, nomeadamente depois do Conselho Europeu dos Negócios Estrangeiros que se realiza a 16 de abril.
Chumbada participação de Moscovo na investigação
Esta quarta-feira, a Organização para a Proibição de Armas Químicas chumbou uma proposta apresentada para Moscovo para que fosse realizada uma nova investigação conjunta ao envenenamento do ex-espião. A Rússia tem pedido para participar nas investigações, uma pretensão que tem sido rejeitada por Londres.

Segundo a agência Reuters, apenas seis países votaram a favor da proposta russa: China, Azerbaijão, Sudão, Argélia, Irão e a própria Rússia. Dezassete Estados-membros abstiveram-se e 15 votaram contra.

Na terça-feira, o laboratório do Ministério britânico da Defesa revelou que não consegue determinar onde foi produzida a substância utilizada no envenenamento de Sergei Skripal, apesar de ter garantido que foi um Estado e que não foi o Reino Unido.

O laboratório desmentiu assim as declarações que tinham sido feitas pelo próprio chefe da diplomacia britânica. Boris Johnson tinha afirmado publicamente que o laboratório lhe tinha garantido que a Rússia era responsável pela produção do novichok.

O governante está a ser acusado de mentir pela oposição britânica, sobretudo depois de ter sido apagada uma mensagem no Twitter do seu gabinete que atribuía ao laboratório a garantia de que a Rússia tinha produzido a substância usada no ex-espião.

Na próxima semana, a Organização para a Proibição das Armas Químicas conta ter os resultados dos testes realizados às amostras recolhidas no âmbito da investigação ao caso Skripal.
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