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Rússia quer Steven Seagal a promover as suas exportações de armas
Steven Seagal poderá em breve vir a ser a face de uma campanha internacional de marketing que visa impulsionar a exportação de armas da Rússia. O conhecido ator norte-americano de filmes de ação parece ser a mais recente aposta de Vladimir Putin que tenta revitalizar a indústria armamentista russa e ultrapassar os Estados Unidos enquanto maior exportador mundial.
A possibilidade de Seagal encabeçar uma campanha para promover as armas russas foi avançada em primeira mão pelo vice-primeiro ministro Dmitri Rogozin, que recentemente acompanhou Steven Seagal numa visita à fabrica de armamento Degtaryev, perto de Kovrov.
"Pronto a lutar contra os americanos com unhas e dentes"
“Você está pronto a lutar com os (fabricantes) americanos com unhas e dentes e também com o seu intelecto”, disse Rogozin, “ se os americanos estiverem preparados para o promover e o apoiar, isso significará que (nós) estamos a aprender novas formas de trabalhar nos mercados das empresas de armamento”, concluiu o vice-primeiro-ministro, citado pela imprensa russa.
O próprio Segal não confirmou nem desmentiu a possibilidade de vir a trabalhar para os russos. Para já, parece contentar-se em ser a mais recente “celebridade diplomata” dos EUA, tendo ajudado a marcar, na semana passada, uma série de reuniões de alto nível entre uma delegação do Congresso dos EUA e representantes dos serviços de segurança russos.
"Amigo de presidentes"
“Sou amigo dos presidentes de muitos países”, limitou-se o ator a dizer, depois na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro com Rogozin.
Seagal apareceu pela primeira vez na tela em 1988, desempenhando o papel de um agente da CIA em “Above The Law”. Desde então, entrou em mais de 40 filmes de ação, destacando-se pelas suas habilidades com armas de fogo e artes marciais.
Um ator habituado a desempenhar o papel de “herói americano”, combatendo pelos fracos e oprimidos em filmes repletos de explosões e de artes marciais não parece à, primeira vista, uma escolha óbvia para tornar realidade o sonho da Rússia de vir a ser o exportador mundial nº1 de armas.
No entanto, a imagem “macho” projetada por Seagal parece encontrar algum eco na “alma russa” e são muitos os responsáveis do governo e da industria do país que admiram o ator, que em março de encontrou pessoalmente com Vladimir Putin .
Putin "homem de ação"
O próprio presidente russo é conhecido por gostar de projetar em público uma imagem de “homem de ação”, não sendo raro aparecer em notícias, cuidadosamente coreografadas, a “pilotar” aviões de combate ou helicópteros a cavalgar sem sela pelas estepes da Rússia ou ainda em intensas práticas de judo, desporto de que é cinturão negro.
A associação de Seagal à indústria das armas não se limita ao cinema. Recentemente, a estrela de cinema foi algo de muitas críticas pelo papel que desempenhou em treinar guardas armados para as escolas do Arizona, na sequencia do massacre na escola primária de Sandy Hook em Newtown, Connecticut, onde um atirador matou 28 pessoas, entre as quais 20 crianças.
Russia quer ultrapassar os EUA
De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolomo, os Estados Unidos foram o maior exportador de armas convencionais de grande porte, com 30 por cento da quota do mercado global entre 2008 e 2012.
Herdeira da gigantesca indústria armamentista da defunta URSS, a Rússia está em segundo lugar na lista, com 26 por cento do mercado mundial. No entanto, o país de Vladimir Putin não esconde a sua ambição de ascender ao primeiro lugar, apoiando-se na boa relação qualidade/custo e na sofisticação do seu armamento, concebido nos dias da Guerra Fria.
"Pronto a lutar contra os americanos com unhas e dentes"
“Você está pronto a lutar com os (fabricantes) americanos com unhas e dentes e também com o seu intelecto”, disse Rogozin, “ se os americanos estiverem preparados para o promover e o apoiar, isso significará que (nós) estamos a aprender novas formas de trabalhar nos mercados das empresas de armamento”, concluiu o vice-primeiro-ministro, citado pela imprensa russa.
O próprio Segal não confirmou nem desmentiu a possibilidade de vir a trabalhar para os russos. Para já, parece contentar-se em ser a mais recente “celebridade diplomata” dos EUA, tendo ajudado a marcar, na semana passada, uma série de reuniões de alto nível entre uma delegação do Congresso dos EUA e representantes dos serviços de segurança russos.
"Amigo de presidentes"
“Sou amigo dos presidentes de muitos países”, limitou-se o ator a dizer, depois na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro com Rogozin.
Seagal apareceu pela primeira vez na tela em 1988, desempenhando o papel de um agente da CIA em “Above The Law”. Desde então, entrou em mais de 40 filmes de ação, destacando-se pelas suas habilidades com armas de fogo e artes marciais.
Um ator habituado a desempenhar o papel de “herói americano”, combatendo pelos fracos e oprimidos em filmes repletos de explosões e de artes marciais não parece à, primeira vista, uma escolha óbvia para tornar realidade o sonho da Rússia de vir a ser o exportador mundial nº1 de armas.
No entanto, a imagem “macho” projetada por Seagal parece encontrar algum eco na “alma russa” e são muitos os responsáveis do governo e da industria do país que admiram o ator, que em março de encontrou pessoalmente com Vladimir Putin .
Putin "homem de ação"
O próprio presidente russo é conhecido por gostar de projetar em público uma imagem de “homem de ação”, não sendo raro aparecer em notícias, cuidadosamente coreografadas, a “pilotar” aviões de combate ou helicópteros a cavalgar sem sela pelas estepes da Rússia ou ainda em intensas práticas de judo, desporto de que é cinturão negro.
A associação de Seagal à indústria das armas não se limita ao cinema. Recentemente, a estrela de cinema foi algo de muitas críticas pelo papel que desempenhou em treinar guardas armados para as escolas do Arizona, na sequencia do massacre na escola primária de Sandy Hook em Newtown, Connecticut, onde um atirador matou 28 pessoas, entre as quais 20 crianças.
Russia quer ultrapassar os EUA
De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolomo, os Estados Unidos foram o maior exportador de armas convencionais de grande porte, com 30 por cento da quota do mercado global entre 2008 e 2012.
Herdeira da gigantesca indústria armamentista da defunta URSS, a Rússia está em segundo lugar na lista, com 26 por cento do mercado mundial. No entanto, o país de Vladimir Putin não esconde a sua ambição de ascender ao primeiro lugar, apoiando-se na boa relação qualidade/custo e na sofisticação do seu armamento, concebido nos dias da Guerra Fria.