Rússia reivindica mortes de 600 militares ucranianos num ataque em Makiivka. Kiev desmente

O Ministério russo da Defesa indicou este sábado que matou 600 soldados ucranianos numa "operação de represália" após o ataque do Ano Novo contra as forças russas em Makiivka, no leste da Ucrânia. Kiev desmente a informação e diz que esta é outra "peça de propaganda russa".

RTP /
Anna Kudriavtseva - Reuters

O ataque a Makiivka, em Donetsk, no início de 2023, foi um dos maiores reveses das forças russas desde o início da invasão da Ucrânia. Enquanto Moscovo confirmou a morte dos 89 soldados, a Ucrânia indicou que morreram pelo menos 400 militares.

Este domingo, Moscovo indica que o contra-ataque ocorreu contra uma posição temporária das forças ucranianas em Kramatorsk, também em Donetsk. Segundo o porta-voz do Exército russo, o general Igor Konashenkov, o ataque visou especificamente dois dormitórios de quartéis provisórios.

O "forte ataque com mísseis ocorreu" num momento em que mais de 700 soldados ucranianos estavam nas duas camaratas, indicou o porta-voz do exército russo, em conferência de imprensa.

Além disso, o porta-voz assegurou que, nas últimas horas, mais de 80 soldados ucranianos morreram no território da República de Lugansk e na região de Kharkiv, incluindo 40 membros de "grupos de reconhecimento e sabotagem".

A confirmar-se este ataque e as mortes anunciadas pelos russos, esta seria a maior perda de tropas ucranianas num só ataque desde o início da guerra, a 24 de fevereiro de 2022.

No entanto, o exército ucraniano já veio desmentir a informação veiculada pelos russos. "Esta é outra peça de propaganda russa", disse Serhiy Cherevaty, porta-voz do exército ucraniano, em declarações à BBC. 

Entretanto, a Reuters avançou que repórteres da agência visitaram os dois dormitórios citados pelo Ministério russo da Defesa e que nenhum dos dois edifícios mostrava sinais de ter sido atingido ou danificado por mísseis.

De resto, a agência Reuters refere mesmo que não há sinais de que haja soldados a residir naquele local, próximo da linha de frente da guerra.

c/ agências
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