Em direto
Os danos e a evolução do estado do tempo

Rutte confiante que EUA manterão presença forte na NATO a nível convencional e nuclear

Rutte confiante que EUA manterão presença forte na NATO a nível convencional e nuclear

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou hoje que acredita que os Estados Unidos (EUA) manterão uma "presença forte" no futuro da Aliança Atlântica, tanto a nível nuclear como em termos militares convencionais.

Lusa /

"O que vejo neste momento é uma NATO cada vez mais europeia, e os europeus realmente a dar um passo à frente para cuidar da sua própria defesa, mas com uma forte presença americana no futuro, tanto nuclear como convencional", disse aos jornalistas na Conferência de Segurança de Munique (MSC), na Alemanha.

Rutte respondeu assim à chegada à conferência, que hoje começou em Munique, quando questionado sobre a rapidez com que os aliados europeus podem assumir a sua própria defesa.

"Temos todos os planos preparados, como sabem, para garantir isso nos próximos anos, com os enormes investimentos que estão a fazer agora" os europeus, afirmou.

À pergunta se achava que a Europa poderia tornar-se independente dos Estados Unidos em matéria de segurança e defesa, o ex-primeiro-ministro neerlandês disse que todos na NATO concordam que devem "permanecer unidos: tanto os Estados Unidos, como os países europeus e o Canadá".

"Dito isto, também concordamos que a NATO deveria ser mais europeia. Os europeus deveriam assumir mais responsabilidade pela sua própria defesa e a boa notícia é que estão a fazê-lo, como demonstra o aumento das despesas com a defesa que estamos a assistir", acrescentou.

Rutte deixou claro que os europeus "estão a dar um passo em frente".

"Continuaremos unidos aos Estados Unidos, [que estarão] mais ancorados do que nunca na NATO, porque sabem que, após décadas de pedidos, os europeus e o Canadá estão a dar mais atenção à defesa coletiva, em particular aos gastos", prosseguiu.

O secretário-geral da Aliança Atlântica afirmou que esse aumento do investimento em defesa não se deve apenas aos pedidos, mas porque era necessário "devido às ameaças russas".

Na véspera do arranque da Conferência de Segurança de Munique, um grupo de 16 ex-embaixadores dos Estados Unidos na NATO e ex-Comandantes Supremos Aliados da Aliança alertaram que a existência da organização "não é um ato de generosidade norte-americana".

Trata-se antes de "um pacto estratégico" que garante aos Estados Unidos, agora liderados pelo Presidente Donald Trump, "que continuarão a ser a nação mais poderosa e economicamente segura do mundo", a uma "fração do custo" de fazê-lo sozinhos, sublinharam na quinta-feira, em comunicado.

Na declaração, os 16 diplomatas e generais norte-americanos que serviram na NATO nos últimos 25 anos recordaram que a organização "tem sido a pedra basilar da segurança nacional" dos Estados Unidos e que retirarem-se ou reduzirem a sua presença seria altamente prejudicial.

A Conferência de Segurança de Munique arrancou hoje com a presença confirmada de mais de 60 chefes de Estado e de Governo, uma centena de ministros e cerca de um milhar de participantes de 120 países.

A 62.ª edição da MSC realiza-se até domingo num contexto de instabilidade e de "profunda incerteza", devido à política do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu o presidente da conferência, o diplomata alemão Wolfgang Ischinger.

Cerca de 5.000 polícias alemães e de outros quatro países foram mobilizados para Munique para garantir a segurança do evento, mas também da cidade para onde estão convocadas 21 manifestações, incluindo duas contra o regime iraniano, até domingo.

Tópicos
PUB