Rutte diz que aliados europeus cumpriram compromissos com EUA

Rutte diz que aliados europeus cumpriram compromissos com EUA

Aviões militares norte-americanos usaram até 500 vezes bases na Europa nos ataques ao Irão, revelou hoje o secretário-geral da NATO, que destacou que os aliados cumpriram os compromissos, apesar das críticas do Presidente Donald Trump.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Stoyan Nenov - Reuters

Questionado durante uma conferência de imprensa no final da cimeira da NATO em Ancara, Turquia, sobre as insistentes críticas do Presidente norte-americano aos aliados europeus, que acusou de não apoiarem os Estados Unidos (EUA) durante os ataques contra o Irão, Mark Rutte ressalvou que o assunto não tem a ver com a Aliança Atlântica, mas com acordos bilaterais com Washington.

"Sei que Trump está desiludido", comentou, mas garantiu que "de uma forma geral, os países europeus fizeram muito".

Entre finais de fevereiro e meados de abril, no âmbito da operação "Fúria Épica", houve "até 500 saídas de bases europeias", uma "prova de que os aliados europeus cumpriram a sua parte", com exceção de "casos isolados", destacou o secretário-geral da NATO.

Espanha e Itália impediram os EUA de usar as bases norte-americanas no contexto dos ataques israelo-americanos contra Teerão, que começaram em 28 de fevereiro, desencadeando fortes críticas de Donald Trump, que condenou também que os aliados europeus e o Canadá tenham recusado participar em iniciativas para procurar reabrir o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão em retaliação pela ofensiva.

O Governo português permitiu que os EUA continuassem a usar a base das Lajes, na ilha Terceira, Açores, após o início dos ataques, mediante três condições - em resposta a um ataque sofrido, que fosse uma ação necessária e proporcional e que não visasse alvos civis.

Entre 16 de fevereiro e 17 de junho, as forças norte-americanas fizeram 81 escalas e 24 sobrevoos da base das Lajes, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, numa audição parlamentar.

Sobre o Irão, Mark Rutte reafirmou que os 32 aliados da NATO concordam que "nunca deve alcançar uma capacidade nuclear".

Quanto ao atual conflito, o secretário-geral afirmou que a NATO "não está envolvida", mas não descartou uma mudança de posição.

"Obviamente, o Irão está fora do território da NATO, mas isso não significa que a NATO nunca possa envolver-se. Se ajudar, a NATO está sempre pronta para assumir qualquer papel", disse Rutte.

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