São Tomé e Príncipe. Eleições no domingo com população descrente nos políticos

São Tomé e Príncipe. Eleições no domingo com população descrente nos políticos

Domingo é dia de eleições em São Tomé e Príncipe: legislativas, autárquicas e regionais. Os eleitores estão descontentes com o discurso dos políticos perante as dificuldades que enfrentam num país pobre e com falta de infraestruturas.

RTP /
Em 2024, as Nações Unidas decretaram que São Tomé e Príncipe tinha subido de escalão e já não iria integrar o grupo de países menos desenvolvidos. No entanto, este pequeno país insular com 210 mil habitantes ainda tem 25% da população a viver no limiar da pobreza.

Nestas eleições, os eleitores reclamam as condições básicas. A desilusão com a política é enorme: as eleições presidenciais, em julho, tiveram uma abstenção superior a 58%.

A ADI - Ação Democrática Independente, atualmente no governo, tem vencido as legislativas desde 2010.

Mas estas eleições vão servir para medir os danos de uma fratura interna, nos últimos dois anos, com a demissão do primeiro-ministro Patrice Trovoada e um recente congresso a legitimar Américo Ramos na liderança da ADI.

O histórico MLSTP (Movimento de libertação de São Tomé e Príncipe) continua a ser a principal força da oposição, mas novas forças políticas tem vindo a surgir e a ganhar espaço, formadas por dissidentes destes dois partidos
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