São Tomé e Príncipe - Governo demitiu o comandante geral da polícia

São Tomé e Príncipe - Governo demitiu o comandante geral da polícia

O Governo de São Tomé e Príncipe exonerou segunda-feira o comandante geral da polícia, Armando Correia, cumprindo a principal exigência de um grupo de polícias revoltosos que tomou de assalto o comando geral da polícia.

Agência LUSA / Adicionar como fonte informativa

O anúncio da demissão surgiu segunda-feira à noite pelo ministro de Trabalho, Fernando Maquengo, no final de uma reunião do conselho de Ministros presidida pelo Presidente são-tomense, Fradique de Menezes, no quadro de negociações entre as partes.

Na qualidade de porta-voz da reunião, o governante são-tomense disse que o executivo da Primeira-ministra, Maria do Carmo, decidiu aceitar o pedido de demissão apresentado por Armando Correia, considerado o principal motivo da revolta dos agentes.

Segundo o mesmo porta-voz, o executivo pediu ao Ministro da Defesa e Ordem Interna, Oscar Sousa, para "encetar diligências no sentido de restabelecer, por via do diálogo, o normal funcionamento da polícia nacional de São Tomé e Príncipe".

O anúncio de exoneração de Armando Correia surge poucas horas depois dos revoltosos terem dado ao governo um ultimato para a resolução deste polémico ponto no quadro de negociações, sob pena de se paralisar os serviços da polícia.

Na última quinta-feira, o governo indicou o nome do segundo comandante da polícia nacional, Januário Ceita, para exercer interinamente o cargo de comandante geral.

Além do pedido de afastamento de Armando Correia, acusado de ditador e mau gestor na chefia policial, o grupo de polícias revoltosos, que tomou de assalto o comando geral da polícia, exigiu também melhoria salarial, pagamento de subsídio, condições de trabalho, dentre outras reivindicações.


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