São Tomé. Marinha Portuguesa ajuda nas operações de resgate

A Marinha Portuguesa enviou seis mergulhadores e dois fuzileiros para ajudar nas buscas depois do naufrágio em São Tomé e Príncipe que fez pelo menos oito mortos.

Antena 1 /

Foto: Miguel Madeira - RTP

O porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas, Pedro Coelho Dias, confirmou que os militares devem começar a trabalhar nas operações de resgate já esta tarde.

O grupo de portugueses vai ser recolhido, na manhã deste sábado, pelo navio Zaire, da Marinha Portuguesa.

Cerca das 08:30 de hoje (07:30 locais) o primeiro-tenente Borges Mendes, comandante do navio da Marinha portuguesa "Zaire", em missão em São Tomé e Príncipe, encontrava-se no porto daquele país a embarcar a equipa portuguesa, como contou à agência Lusa.

"Neste momento, estou no porto de São Tomé a embarcar uma equipa de mergulhadores e dois fuzileiros equipados com drones que vieram de Portugal e chegaram esta madrugada para apoiar nas ações de busca" dos desaparecidos no naufrágio, adiantou Borges Mendes, em declarações telefónicas.

O primeiro-tenente disse que tenciona "largar ainda no período da manhã para regressar às operações", mas sublinhou que é preciso analisar se existem condições de segurança para a realização de operações de mergulho para verificar se ainda existem pessoas no interior do navio, uma vez que se trata de "uma operação muito complexa".
Até ao momento, há oito mortos confirmados e nove pessoas continuam desaparecidas. Cinquenta e cinco foram encontradas com vida.

O primeiro-tenente realçou o facto de se ter conseguido projetar em "oito horas" uma equipa de Portugal para São Tomé para auxiliar nas operações de busca e salvamento

"Toda esta projeção da equipa que veio de Portugal só foi possível com o apoio de entidades como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), da Alfândega, bem como o apoio das autoridades locais", disse.

Questionado pela Lusa sobre quanto tempo podem demorar as operações de socorro, Borges Mendes disse tratar-se de uma "missão muito complexa", sendo importante assegurar e avaliar as condições de segurança.

"Acima de tudo devemos trabalhar em segurança e não definir metas", disse, rematando: "estamos a efetuar um esforço para localizar todas as pessoas desaparecidas".

Quando se deu o naufrágio na madrugada de quinta-feira, o navio "Zaire", com uma guarnição constituída por militares portugueses e são-tomenses, navegou de imediato para o local e tem estado a participar nas operações.

Em São Tomé e Príncipe cumpre-se hoje o segundo de três dias de luto nacional pelas vítimas do naufrágio de quinta-feira.
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