São Tomé. Marinha Portuguesa ajuda nas operações de resgate
A Marinha Portuguesa enviou seis mergulhadores e dois fuzileiros para ajudar nas buscas depois do naufrágio em São Tomé e Príncipe que fez pelo menos oito mortos.
Foto: Miguel Madeira - RTP
"Neste momento, estou no porto de São Tomé a embarcar uma equipa de mergulhadores e dois fuzileiros equipados com drones que vieram de Portugal e chegaram esta madrugada para apoiar nas ações de busca" dos desaparecidos no naufrágio, adiantou Borges Mendes, em declarações telefónicas.
O primeiro-tenente disse que tenciona "largar ainda no período da manhã para regressar às operações", mas sublinhou que é preciso analisar se existem condições de segurança para a realização de operações de mergulho para verificar se ainda existem pessoas no interior do navio, uma vez que se trata de "uma operação muito complexa".
O primeiro-tenente realçou o facto de se ter conseguido projetar em "oito horas" uma equipa de Portugal para São Tomé para auxiliar nas operações de busca e salvamento
"Toda esta projeção da equipa que veio de Portugal só foi possível com o apoio de entidades como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), da Alfândega, bem como o apoio das autoridades locais", disse.
Questionado pela Lusa sobre quanto tempo podem demorar as operações de socorro, Borges Mendes disse tratar-se de uma "missão muito complexa", sendo importante assegurar e avaliar as condições de segurança.
"Acima de tudo devemos trabalhar em segurança e não definir metas", disse, rematando: "estamos a efetuar um esforço para localizar todas as pessoas desaparecidas".
Quando se deu o naufrágio na madrugada de quinta-feira, o navio "Zaire", com uma guarnição constituída por militares portugueses e são-tomenses, navegou de imediato para o local e tem estado a participar nas operações.