Mundo
Sarah Palin aceitou formalmente ser candidata a vice-presidente
A Convenção Republicana entrou esta quarta-feira na recta final com o discurso da candidata escolhida por John McCain para ser a sua vice na presidência norte-americana. O discurso pautou-se por um forte ataque ao democrata Barack Obama.
Acompanhe aqui as Presidenciais americanas no Blogue de Vítor Gonçalves
Sarah Palin, 44 anos, mãe de dois filhos, Governadora do Estado do Alaska, define-se como uma “outsider” e foi sobre ela que recaíram os holofotes e as atenções dos milhares de delegados.
Coube-lhe fazer o discurso que marcou o penúltimo dia de trabalhos da Convenção do Partido Republicano que nomeou John McCain como candidato oficial do partido às eleições presidenciais norte-americanas.
Subindo ao palco, a candidata começou por afirmar que terá "muita honra em aceitar a nomeação como candidata à vice-presidência”, afirmação que provocou fortes e longos aplausos de uma audiência rendida à candidata.
"Aprendi rápido nos últimos dias que se não somos um membro da elite de Washington, alguns media consideram-nos um candidato sem qualificações, só por essa razão. Mas aqui vai uma novidade para esses repórteres e comentadores: não vou para Washington procurar as suas opiniões favoráveis. Vou para Washington servir os cidadãos deste país", disse.
Discurso marcado por um forte ataque a Barack Obama
Palin aproveitou a sua primeira intervenção pública para atacar o candidato democrata Barack Obama e para apelar a uma mudança em Washington.
“Em política há candidatos que utilizam a mudança para promover a sua carreira. Há outros que, como John McCain, utilizam a sua carreira para promover a mudança”, afirmou a candidata numa referência indirecta a Barack Obama que tem como principal 'leitmotiv' da sua campanha a mudança.
Definindo-se com uma vulgar “mãe que acompanha os seus filhos ao hóquei”, Sarah Palin não deixou de enfatizar a sua experiência de presidente de Câmara e de Governadora. “Suponho que ser presidente de Câmara numa pequena cidade se assemelha à função de assistente social... com a diferença de que se tem verdadeiras responsabilidades”. uma clara alusão a Obama que foi assistente social de um bairro degradado em Chicago antes de se lançar na política.
Voltando a realçar a sua experiência adquirida por contraponto à falta de experiência do candidato Barack Obama, Sarah Palin salientou: "Tive o privilégio de viver numa pequena cidade a maior parte da minha vida. Quando me apresentei à câmara local não necessitei de ver o perfil dos votantes, porque os conhecia, bem como às suas famílias. Antes de ser governadora do grande estado do Alasca, fui presidente da câmara da minha cidade".
“Eis um homem (Barack Obama) que escreveu duas memórias mas não redigiu uma única lei ou apresentou uma única reforma, mesmo quando era membro do parlamento local de Illinois”, disse a número dois de McCain sobre o candidato que as últimas sondagens publicadas dão como tendo um avanço confortável sobre o republicano.
“Posso acrescentar que em cidades pequenas não sabemos o que fazer com candidatos que louvam a prática religiosa da população trabalhadora quando elas estão a ouvir, e depois lamenta a forma patética como elas se agarram à religião quando eles não estão a ouvir”, acrescentou a candidata.
“Eis um homem que pode proferir um discurso inteiro sobre as guerras conduzidas pela América sem nunca utilizar a palavra vitória... excepto quando fala da sua campanha”, continuou Sarah Palin.
Sarah Palin também falou do dossiê energético
A candidata tocou também numa questão sensível na actualidade, que é a energia. "Os nosso opositores dizem uma e outra vez que as prospecções não resolverão os problemas energéticos da América. Isso sabemos todos. Mas não é desculpa para não se fazer nada. A partir de Janeiro, o governo de McCain-Palin vai construir mais oleodutos, mais centrais nucleares, mais empregos. E fomentar energias alternativas como a solar, a eólica e a geotermal. Precisamos de recursos energéticos americanos produzidos por trabalhadores americanos".
Sarah Palin deixou uma promessa na convenção republicana. Mãe de uma criança que tem o síndrome de Down, Palin garantiu: “às famílias americanas com crianças que necessitem de cuidados especiais, em qualquer parte da América, eu tenho uma mensagem para vós. Se nós formos eleitos vocês terão uma amiga e uma advogada da vossa causa na Casa Branca”.
Discurso lido por Palin mas escrito por Bush
A campanha de Barack Obama já reagiu a este discurso que marcou uma nova fase da campanha eleitoral norte-americana com ataques directos e fortíssimos ao candidato do Partido Democrata.
Para os estrategas da campanha de Obama o discurso pronunciado pela candidata a vice-presidente de John McCain teve a marca de George W. Bush.
“O discurso da Governadora Palin foi bem lido mas foi escrito pelo redactor de George W. Bush”, considerou Bill Burton, porta-voz de Barack Obama, em comunicado distribuído à comunicação social.
O discurso “retoma os mesmos ataques partidários e que foram sendo feitos por George W. Bush ao longo dos últimos oito anos”, continua a ler-se no comunicado.
“Se a Governadora Palin e John McCain definem a mudança como votar com George Bush 90% do tempo é a sua escolha mas nós pensamos que os Americanos não estão preparados para aceitar apenas 10% de mudança”, refere Bill Burton.
Sarah Palin, 44 anos, mãe de dois filhos, Governadora do Estado do Alaska, define-se como uma “outsider” e foi sobre ela que recaíram os holofotes e as atenções dos milhares de delegados.
Coube-lhe fazer o discurso que marcou o penúltimo dia de trabalhos da Convenção do Partido Republicano que nomeou John McCain como candidato oficial do partido às eleições presidenciais norte-americanas.
Subindo ao palco, a candidata começou por afirmar que terá "muita honra em aceitar a nomeação como candidata à vice-presidência”, afirmação que provocou fortes e longos aplausos de uma audiência rendida à candidata.
"Aprendi rápido nos últimos dias que se não somos um membro da elite de Washington, alguns media consideram-nos um candidato sem qualificações, só por essa razão. Mas aqui vai uma novidade para esses repórteres e comentadores: não vou para Washington procurar as suas opiniões favoráveis. Vou para Washington servir os cidadãos deste país", disse.
Discurso marcado por um forte ataque a Barack Obama
Palin aproveitou a sua primeira intervenção pública para atacar o candidato democrata Barack Obama e para apelar a uma mudança em Washington.
“Em política há candidatos que utilizam a mudança para promover a sua carreira. Há outros que, como John McCain, utilizam a sua carreira para promover a mudança”, afirmou a candidata numa referência indirecta a Barack Obama que tem como principal 'leitmotiv' da sua campanha a mudança.
Definindo-se com uma vulgar “mãe que acompanha os seus filhos ao hóquei”, Sarah Palin não deixou de enfatizar a sua experiência de presidente de Câmara e de Governadora. “Suponho que ser presidente de Câmara numa pequena cidade se assemelha à função de assistente social... com a diferença de que se tem verdadeiras responsabilidades”. uma clara alusão a Obama que foi assistente social de um bairro degradado em Chicago antes de se lançar na política.
Voltando a realçar a sua experiência adquirida por contraponto à falta de experiência do candidato Barack Obama, Sarah Palin salientou: "Tive o privilégio de viver numa pequena cidade a maior parte da minha vida. Quando me apresentei à câmara local não necessitei de ver o perfil dos votantes, porque os conhecia, bem como às suas famílias. Antes de ser governadora do grande estado do Alasca, fui presidente da câmara da minha cidade".
“Eis um homem (Barack Obama) que escreveu duas memórias mas não redigiu uma única lei ou apresentou uma única reforma, mesmo quando era membro do parlamento local de Illinois”, disse a número dois de McCain sobre o candidato que as últimas sondagens publicadas dão como tendo um avanço confortável sobre o republicano.
“Posso acrescentar que em cidades pequenas não sabemos o que fazer com candidatos que louvam a prática religiosa da população trabalhadora quando elas estão a ouvir, e depois lamenta a forma patética como elas se agarram à religião quando eles não estão a ouvir”, acrescentou a candidata.
“Eis um homem que pode proferir um discurso inteiro sobre as guerras conduzidas pela América sem nunca utilizar a palavra vitória... excepto quando fala da sua campanha”, continuou Sarah Palin.
Sarah Palin também falou do dossiê energético
A candidata tocou também numa questão sensível na actualidade, que é a energia. "Os nosso opositores dizem uma e outra vez que as prospecções não resolverão os problemas energéticos da América. Isso sabemos todos. Mas não é desculpa para não se fazer nada. A partir de Janeiro, o governo de McCain-Palin vai construir mais oleodutos, mais centrais nucleares, mais empregos. E fomentar energias alternativas como a solar, a eólica e a geotermal. Precisamos de recursos energéticos americanos produzidos por trabalhadores americanos".
Sarah Palin deixou uma promessa na convenção republicana. Mãe de uma criança que tem o síndrome de Down, Palin garantiu: “às famílias americanas com crianças que necessitem de cuidados especiais, em qualquer parte da América, eu tenho uma mensagem para vós. Se nós formos eleitos vocês terão uma amiga e uma advogada da vossa causa na Casa Branca”.
Discurso lido por Palin mas escrito por Bush
A campanha de Barack Obama já reagiu a este discurso que marcou uma nova fase da campanha eleitoral norte-americana com ataques directos e fortíssimos ao candidato do Partido Democrata.
Para os estrategas da campanha de Obama o discurso pronunciado pela candidata a vice-presidente de John McCain teve a marca de George W. Bush.
“O discurso da Governadora Palin foi bem lido mas foi escrito pelo redactor de George W. Bush”, considerou Bill Burton, porta-voz de Barack Obama, em comunicado distribuído à comunicação social.
O discurso “retoma os mesmos ataques partidários e que foram sendo feitos por George W. Bush ao longo dos últimos oito anos”, continua a ler-se no comunicado.
“Se a Governadora Palin e John McCain definem a mudança como votar com George Bush 90% do tempo é a sua escolha mas nós pensamos que os Americanos não estão preparados para aceitar apenas 10% de mudança”, refere Bill Burton.