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Sarkozy considera que "morte de jornalistas mostra que regime deve partir"

Paris, 22 fev (Lusa) - O Presidente francês considerou hoje que a morte de dois jornalistas, uma norte-americana e um francês, em Homs, cidade síria bombardeada há perto de três semanas pelas forças de Bashar al-Assad, mostra que "este regime deve partir".

Lusa /

"Isso mostra que agora basta, este regime deve partir, não há nenhuma razão para que os sírios não tenham o direito de viver a sua vida, de escolher o seu destino livremente", afirmou Nicolas Sarkozy, que falava na sua sede de campanha para as presidenciais.

A França pede à Síria "um acesso em segurança" para levar ajuda às vítimas de Homs, após os bombardeamentos que mataram os dois jornalistas e convocou a embaixadora síria em Paris, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"Na sequência de informações provenientes de Homs, segundo as quais um grupo de jornalistas terá sido vítima de bombardeamentos, peço ao Governo sírio o fim imediato dos ataques e o devido respeito pelas obrigações humanitárias", afirmou o ministro Alain Juppé em comunicado.

"Pedi à nossa embaixada em Damasco para exigir às autoridades sírias um acesso em segurança para levar ajuda às vítimas com o apoio do Comité Internacional da Cruz Vermelha", afirmou o ministro Alain Juppé em comunicado.

"Pedi ao meu chefe de gabinete para convocar a embaixadora da Síria em Paris para lhe comunicar estas exigência e lembrar-lhe o caráter intolerável do comportamento do Governo sírio", acrescentou.

Segundo o ministro da Cultura francês, Frédéric Mitterrand, os dois jornalistas mortos "foram perseguidos quando tentavam escapar aos bombardeamentos".

Um ativista pró-democracia disse à France Presse que a jornalista norte-americana Marie Colvin, que trabalhava para o Sunday Times, e o repórter fotográfico francês Rémi Ochlik foram mortos em bombardeamentos contra o centro de imprensa do bairro de Baba Amr.

Três ou quatro outros jornalistas estrangeiros ficaram feridos, incluindo a francesa Edith Bouvier, do Figaro, indicou o jornal francês.

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