Mundo
Sarkozy reúne responsáveis pela segurança francesa
O Presidente francês quer perceber se as forças anti-terroristas de França poderiam ter evitado os ataques de Mohammed Maher e a morte deste. Nicolas Sarkozy convocou por isso esta manhã uma reunião com os mais altos responsáveis pela segurança do país.
A eficácia das forças de segurança no inquérito a este caso está ser posta em causa, após se saber que Mohammed já estava referenciado pelas autoridades, por ter recebido treino em bases do Afeganistão e ter dado sinais de radicalização religiosa desde muito novo.
Sarkozy está reunido com o primeiro ministro François Fillon e ainda com os ministros do Interior, Claude Guéant e da Justiça, Michel Mercier, além dos diretores da polícia nacional e dos serviços de informação, internos e externos.
Nas últimas horas as autoridades fizeram explodir um pacote suspeito em Toulouse.
Possibilidade de célula terrorista
Mohammed Mehar, de 23 anos, foi abatido quinta-feira, após um cerco de mais de 30 horas a um prédio em Toulouse. Quando os agentes invadiram o apartamento, Mohammed saiu da casa-de-banho aos tiros, lançando-se depois da janela de um primeiro andar.
Foi encontrado morto no chão. Envergava um colete anti-balas e terá sido morto com um tiro na cabeça, disparado por um sniper. A autópsia encontrou pelo menos 20 balas nos seus braços e pernas.
Era o principal suspeito de sete assassínios que comoveram a França. Durante o cerco Mohammed assumiu a autoria das mortes. Mas as autoridades não estão completamente convencidas.
A investigação francesa tenta por exemplo averiguar como conseguia Mohammed viver aparentemente acima das suas posses. A possibilidade de existir uma célula terrorista em França, mesmo em estado embrionário, é a hipótese em estudo.
"Orgulhoso"
O irmão mais velho do atirador afirmou entretanto que se sente "orgulhoso" de Mohammed. Abdelkader Merah, de 29 anos, é um muçulmano ainda mais envolvido no salafismo (uma interpretação integrista do islão) do que o irmão.
Segundo a polícia, foram encontrados explosivos no carro de Abdelkader e nas últimas horas este afirmou que assistiu ao roubo da scooter utilizada pelo irmão para cometer os sete assassínios.
Abdelkader no entanto acrescentou que nada sabia dos projetos de Mohammed para atacar militares paraquedistas e a escola judia de Toulouse.
A detenção de Abdelkader e da sua companheira foi confirmada e os dois foram entretanto transferidos de Toulouse para Paris.
A mãe dos dois irmãos foi libertada sexta-feira à noite. Recusou sempre tentar convencer o filho a render-se, afirmando não ter sobre ele nenhuma influência.
10 dias de terror
O primeiro ataque vitimou mortalmente um soldado paraquedista, a 11 de março e o segundo, quatro dias depois, matou mais dois soldados e feriu gravemente um terceiro.
As autoridades começaram à procura de um homem que se deslocava numa scooter preta de marca Yamaha, disparava sobre as vítimas à queima-roupa, de capacete e viseira descida, fugindo depois a grande velocidade.
Quando a polícia investigava ainda ligações entre os dois casos, deu-se um novo ataque em tudo semelhante aos anteriores exceto nos alvos. Desta vez, três crianças e um professor foram atingidos mortalmente à porta da escola judia de Toulouse.
Inicialmente, pensou-se num extremista de direita, devido à nacionalidade das vítimas, quatro delas judias, dois naturais do norte de África e outro das Antilhas.
Perfil radical
A polícia desconfiou de Mohammed devido a um e-mail enviado por ele à primeira vítima a partir do computador do irmão e que aparentemente preparou uma emboscada ao paraquedista.
A segunda pista foi o perfil de Mohammed. Desde novo que tinha cadastro e estava referenciado no tribunal de menores de Toulouse, apresentado diversos sinais de ser um radical muçulmano salafista. Tinha ainda frequentado por duas vezes campos de treino terrorista no Afeganistão.
As autoridades avançaram quando receberam de um concessionário da Yamaha, em Toulouse, a informação de que Mohammed Maher o tinha procurado para saber como desativar um dispositivo de localização numa scooter que estava a pintar.
Detiveram Abdelkader, o irmão de Mohammed, a mãe de ambos e a companheira de Abdel. Mas quando tentaram falar com o suspeito os agentes foram recebidos a tiro.
Durante o cerco, Mohammed admitiu também à polícia que estava a preparar novos ataques, incluindo contra funcionários da câmara de Toulouse.
Mehar afirmou justificou os ataques como vingança pela participação francesa no esforço de guerra no Afeganistão, pela morte de crianças palestinianas e em protesto contra a lei de proibição do véu integral em França.
Sarkozy está reunido com o primeiro ministro François Fillon e ainda com os ministros do Interior, Claude Guéant e da Justiça, Michel Mercier, além dos diretores da polícia nacional e dos serviços de informação, internos e externos.
Nas últimas horas as autoridades fizeram explodir um pacote suspeito em Toulouse.
Possibilidade de célula terrorista
Mohammed Mehar, de 23 anos, foi abatido quinta-feira, após um cerco de mais de 30 horas a um prédio em Toulouse. Quando os agentes invadiram o apartamento, Mohammed saiu da casa-de-banho aos tiros, lançando-se depois da janela de um primeiro andar.
Foi encontrado morto no chão. Envergava um colete anti-balas e terá sido morto com um tiro na cabeça, disparado por um sniper. A autópsia encontrou pelo menos 20 balas nos seus braços e pernas.
Era o principal suspeito de sete assassínios que comoveram a França. Durante o cerco Mohammed assumiu a autoria das mortes. Mas as autoridades não estão completamente convencidas.
A investigação francesa tenta por exemplo averiguar como conseguia Mohammed viver aparentemente acima das suas posses. A possibilidade de existir uma célula terrorista em França, mesmo em estado embrionário, é a hipótese em estudo.
"Orgulhoso"
O irmão mais velho do atirador afirmou entretanto que se sente "orgulhoso" de Mohammed. Abdelkader Merah, de 29 anos, é um muçulmano ainda mais envolvido no salafismo (uma interpretação integrista do islão) do que o irmão.
Segundo a polícia, foram encontrados explosivos no carro de Abdelkader e nas últimas horas este afirmou que assistiu ao roubo da scooter utilizada pelo irmão para cometer os sete assassínios.
Abdelkader no entanto acrescentou que nada sabia dos projetos de Mohammed para atacar militares paraquedistas e a escola judia de Toulouse.
A detenção de Abdelkader e da sua companheira foi confirmada e os dois foram entretanto transferidos de Toulouse para Paris.
A mãe dos dois irmãos foi libertada sexta-feira à noite. Recusou sempre tentar convencer o filho a render-se, afirmando não ter sobre ele nenhuma influência.
10 dias de terror
O primeiro ataque vitimou mortalmente um soldado paraquedista, a 11 de março e o segundo, quatro dias depois, matou mais dois soldados e feriu gravemente um terceiro.
As autoridades começaram à procura de um homem que se deslocava numa scooter preta de marca Yamaha, disparava sobre as vítimas à queima-roupa, de capacete e viseira descida, fugindo depois a grande velocidade.
Quando a polícia investigava ainda ligações entre os dois casos, deu-se um novo ataque em tudo semelhante aos anteriores exceto nos alvos. Desta vez, três crianças e um professor foram atingidos mortalmente à porta da escola judia de Toulouse.
Inicialmente, pensou-se num extremista de direita, devido à nacionalidade das vítimas, quatro delas judias, dois naturais do norte de África e outro das Antilhas.
Perfil radical
A polícia desconfiou de Mohammed devido a um e-mail enviado por ele à primeira vítima a partir do computador do irmão e que aparentemente preparou uma emboscada ao paraquedista.
A segunda pista foi o perfil de Mohammed. Desde novo que tinha cadastro e estava referenciado no tribunal de menores de Toulouse, apresentado diversos sinais de ser um radical muçulmano salafista. Tinha ainda frequentado por duas vezes campos de treino terrorista no Afeganistão.
As autoridades avançaram quando receberam de um concessionário da Yamaha, em Toulouse, a informação de que Mohammed Maher o tinha procurado para saber como desativar um dispositivo de localização numa scooter que estava a pintar.
Detiveram Abdelkader, o irmão de Mohammed, a mãe de ambos e a companheira de Abdel. Mas quando tentaram falar com o suspeito os agentes foram recebidos a tiro.
Durante o cerco, Mohammed admitiu também à polícia que estava a preparar novos ataques, incluindo contra funcionários da câmara de Toulouse.
Mehar afirmou justificou os ataques como vingança pela participação francesa no esforço de guerra no Afeganistão, pela morte de crianças palestinianas e em protesto contra a lei de proibição do véu integral em França.