"Se há alguém com a certeza que tem Deus do seu lado é o Presidente dos Estados Unidos".

As leis anti-imigração de Donald Trump levaram centenas de milhar a sair às ruas em protesto. O Presidente explica no Twitter que quer evitar "a confusão horrível" que aconteceu na Europa.
Um dos mais reputados psiquiatras americano afirma que o presidente está seriamente doente. Diagnóstico clínico: Narcisismo Maligno.
No Jornal 2 Júlio Machado Vaz recusa classificar o distúrbio, mas recorda "a insegurança atroz (com todos os perigos que isso acarreta)" de um presidente que considera que "a culpa é sempre de todos menos dele". "Se há alguém com a certeza que tem Deus do seu lado é o Presidente dos Estados Unidos".

Rui Sá, João Fernando Ramos /
John D. Gartner, professor da faculdade de medicina de Johns Hopkins numa entrevista ao Report da Us News e garante que o presidente sofre de "Narcisismo Maligno".

O psiquiatra, um dos mais destacados especialistas norte americanos em Personalidade "Borderline", afirma que "Donald Trump é perigosamente doente mental e temperamentalmente incapaz de ser Presidente".

John D. Gartner é autor de uma psicobiografia de Bill Clinton e publicou também um estudo sobre a loucura como garante de êxito na América dos negócios.

No Jornal 2 o psiquiatra Júlio Machado Vaz não quer classificar o narcisismo de Trump, mas lembra fragilidades psicológicas que se manifestam "na necessidade constante de estar a replicar a todos (via Twitter). Alguém que está seguro de si (e das suas decisões) não tem esta permanente necessidade de replicar".

O Narcisismo Maligno é um síndrome onde se mistura um transtorno de personalidade extremo, agressão e sadismo. Não tem cura.

Júlio Machado Vaz acredita que Trump "a qualquer momento pode virar a sua postura", mas lembra que à sua volta estão homens "que já demonstraram uma consistência ideológica muito grande e que sabem exatamente o que querem fazer".

Os primeiros dias da nova administração norte americana levaram à mobilização de centenas de milhar de pessoas não apenas nos EUA, mas um pouco por todo o mundo.

O comentador do Jornal 2 vê nestes movimentos um sinal de maior participação cívica. Júlio Machado Vaz acredita que a mobilização (que terá efeitos nas ruas mas também na afluência às urnas) será feita entre contestatários deste tipo de políticas, mas também entre os seus apoiantes.

A bipolarização de posições deverá ter consequências em disputas eleitorais próximas não apenas nos EUA mas também na Europa.

As eleições presidenciais francesas serão um teste a esta mobilização. Marine Le Pen já afirmou que muitas das ideias de Trump foram bebidas no seu próprio programa. "mas se isto continua a escalar isto pode não ser bom para ela. Há coisas na Europa que eu quero acreditar ainda não são aceitáveis", diz Machado Vaz.
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