Segundo dia de greve dos comboios em França regista adesão elevada
O segundo dia consecutivo da greve dos caminhos de ferro em França regista a circulação de poucos comboios restringindo a mobilidade de milhares de pessoas pondo cada vez mais pressão contra as reformas defendidas pelo presidente Macron.
O sindicato da Sociedade Nacional de Caminho de Ferro (SNCF) indicou hoje que os números da paralisação são semelhantes aos que se registaram na terça-feira e que atinge os comboios de alta velocidade (TGV) e as ligações de longo curso, mas também as ligações regionais.
Verifica-se a paralisação de um em cada oito comboios que fazem ligação de longo curso e um em cada cinco comboios que efetuam viagens regionais ou urbanas.
A situação nas viagens internacionais regista hoje o cancelamento de todas as ligações entre França, Espanha, Suíça e Itália.
Mesmo assim, a situação é normal no que diz respeito às ligações com destino à Bélgica e à Holanda e três em cada quatro Eurostar com destino a Londres está a efetuar-se registando-se igual proporção nas viagens para a Alemanha.
Devido à greve muitas pessoas estão a utilizar o automóvel nas deslocações, provocando longas filas, sobretudo nos acessos a Paris.
Apesar das paralisações, o governo mantém as suas posições sobre as reformas do setor ferroviário que preveem, entre outras medidas, permitir a abertura de linhas ao setor privado para fazer face à dívida da companhia de caminhos de ferro estatal.
O sindicato da SNCF e a central sindical UGT defendem alterações às reformas e, por isso, vão cumprir 36 períodos de greve até ao final do mês de junho.