Segundo ministro japonês visita santuário Yasukuni
Tóquio, 20 out (Lusa) -- O ministro japonês Keiji Furuya, que tutela a pasta dos assuntos da Coreia do Norte, visitou o santuário Yasukuni, símbolo do imperialismo nipónico na Ásia e tradicional foco de tensões com países como a Coreia do Sul e a China.
A visita do governante aconteceu esta manhã e é a segunda de um membro do Governo de Shinzo Abe ao templo.
"É um dever dos parlamentares ... para manifestar as suas mais sinceras condolências aos que dedicaram a sua vida ao seu próprio país", disse Keiji Furuya, citado pela agência AFP e ao salientar que não pretende, com a visita, criar problemas diplomáticos para o Japão.
Na sexta-feira tinha sido a vez do ministro do Interior e Comunicação, Yoshitaka Shindo, visitar o mesmo santuário.
As visitas de membros do Governo japonês ao templo de Yasukuni provocam, anualmente, uma onda de protestos por parte dos países que sofreram a ocupação japonesa.
Na quinta-feira, os responsáveis do templo revelaram ter recebido uma lembrança do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, que, no entanto, não se deslocou ao santuário para não piorar as relações já tensas com Seul e Pequim.
O templo Yasukuni, no centro de Tóquio, presta homenagem aos milhões de japoneses mortos nos conflitos armados em que participou o exército imperial entre 1853 e 1945.
Entre os homenageados estão 14 criminosos da Segunda Guerra Mundial, o que gera tensões políticas com países que estiveram sob domínio japonês no século XX, como a China e a Coreia do Sul.
As tensões entre Pequim e Tóquio subiram de tom desde que em 2012, o Japão adquiriu um pequeno conjunto de ilha do arquipélago conhecido por Sekaku no Japão e por Diaoyu na China.
Apesar de desabitado, o pequeno arquipélago é referenciado como tendo importantes reservas de petróleo e gás, combustíveis importantes para o desenvolvimento da China.
Já com a Coreia do Sul, Tóquio disputa as ilhas de Takeshima, ou Dokdo para os coreanos, e tem diversos conflitos temáticos como a exploração sexual a que o exército imperial submeteu milhares de mulheres sul-coreanas durante a segunda Guerra Mundial.