Seguro reafirma "forte e firme de compromisso" de Portugal com paz, democracia e humanismo

Seguro reafirma "forte e firme de compromisso" de Portugal com paz, democracia e humanismo

O Presidente da República reafirmou hoje o "forte e firme compromisso" de Portugal com os valores da paz, da democracia e do humanismo, sustentando que precisam de ser invocados quando estão sob "forte ameaça e risco".

Lusa / Adicionar como fonte informativa

António José Seguro reafirmou este compromisso durante um discurso na residência oficial do representante permanente de Portugal junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo, onde vai intervir, esta quarta-feira, na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, no mês em que se assinalam os 50 anos da adesão de Portugal à organização.

Perante funcionários portugueses que trabalham no Conselho da Europa e deputados portugueses à Assembleia Parlamentar, António José Seguro disse que decidiu ir a Estrasburgo para, em primeiro lugar, assinalar esses 50 anos da adesão de Portugal.

"Em segundo lugar, para reafirmar o forte e firme compromisso de Portugal com os valores da paz, do humanismo, com os direitos humanos, com a democracia, que são valores que devem ser invocados em contextos de forte ameaça e de risco", afirmou, admitindo que essa é a "razão principal" para ter vindo a Estrasburgo.

O Presidente da República considerou que, no contexto atual, é preciso "reafirmar e regar os valores que fundaram o Conselho da Europa e que foram criados a seguir a um momento de grandes guerras e de grandes sofrimentos na Europa" -- a organização foi criada em 1949, quatro anos após o final da Segura Guerra Mundial.

"Precisamos que este espírito democrático, estes valores de paz, de humanismo, de direitos humanos estejam sempre presentes na nossa ação e que, daqui a uns cinco ou 10 anos, não seja necessário lembrá-los, porque fazem parte do nosso dia-a-dia. Hoje em dia, infelizmente, é necessário lembrá-los, recordá-los e lutar por eles", sustentou.

Além de reafirmar este compromisso com os valores que fundaram a organização, António José Seguro também reiterou o compromisso do país com o Centro Norte-Sul, sediado em Lisboa e criado em 1990, no âmbito de um acordo parcial do Conselho da Europa.

O Presidente da República destacou que esse centro é "um espaço muito relevante do diálogo entre o Norte e o Sul, entre a Europa e o Sul", acrescentando que, nos tempos atuais, são necessários "espaços de diálogo".

"O diálogo é o que nos permite conhecer melhor as posições dos outros, o pensamento dos outros e, quando se dialoga, a capacidade para nós encontrarmos soluções por meios pacíficos é muito mais eficiente do que recorrermos, como alguns ousam e continuam a fazer, a instrumentos bélicos para os poder resolver", defendeu.

No final do discurso, após saudar o trabalho dos deputados e dos funcionários portugueses que trabalham no Conselho da Europa, António José Seguro anunciou a condecoração, com a Ordem do Mérito, de dois funcionários em particular: Abel Campos, escrivão adjunto do Tribunal dos Direitos Humanos, e Óscar Lopes, "com 40 anos de serviço na representação portuguesa em Estrasburgo".

São "um referencial daquilo que é a maneira de ser português, da dedicação, do profissionalismo, da competência e dos nossos valores", elogiou.

O Presidente da República discursa esta quarta-feira no Conselho da Europa, em Estrasburgo, para assinalar os 50 anos da adesão de Portugal à organização, em 22 de setembro de 1976.

O Conselho da Europa é uma organização internacional de promoção dos direitos humanos, fundada em 05 de maio de 1949, com 46 Estados-membros, incluindo todos os países da União Europeia, à qual Portugal aderiu em 1976.

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