Seis pessoas detidas por alegada tentativa de rapto na província de Maputo

Seis pessoas estão detidas por alegada participação numa tentativa de rapto do empresário moçambicano Juneid Lalgy, no último dia 08, disse hoje o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic).

Lusa /

O porta-voz do Sernic na província de Maputo, Henrique Mendes, disse, em conferência de imprensa, que os seis homens simularam um acidente de viação para abalroar a viatura de Lalgy e tentar raptar o empresário, no dia 08 deste mês.

"Nessa perseguição, essa viatura [dos alegados autores da tentativa de rapto] foi embater contra um obstáculo fixo algures no bairro de Hanhane e a vítima conseguiu chegar em segurança" à sua empresa, disse Mendes.

Juneid Lalgy é dono de uma empresa de transporte, com uma considerável frota de camiões, e proprietário do clube de futebol Black Bulls.

Na sexta-feira, um empresário moçambicano ligado ao ramo automóvel foi raptado por homens desconhecidos, disse à Lusa o porta-voz da polícia na cidade de Maputo, Leonel Muchina.

"Confirmo a ocorrência deste rapto, mas ainda estamos a apurar os detalhes relacionados com o acontecimento", afirmou Muchina, sem avançar mais detalhes.

Há mais de três semanas, uma jovem luso-moçambicana, de 26 anos, foi raptada por três homens armados em Maputo, quando saía de casa, permanecendo em cativeiro até hoje.

No dia 09 deste mês, a polícia moçambicana deteve dois homens em flagrante quando pretendiam raptar um empresário na capital.

No dia 08, a polícia moçambicana deteve dois homens em flagrante quando pretendiam raptar um empresário na capital.

Os raptores estavam na posse de uma lista de pessoas a raptar, referiu a corporação.

Junto dos dois homens foram também apreendidas duas viaturas e obtidas "imagens de várias vítimas de raptos que iriam ocorrer após a execução" do rapto frustrado pela polícia moçambicana na quinta-feira.

Algumas cidades moçambicanas, principalmente as capitais provinciais, voltaram a ser afetadas desde 2020 por uma onda de raptos, visando principalmente empresários ou seus familiares.

O primeiro-ministro de Moçambique, Adriano Maleiane, anunciou no parlamento, em maio último, que foram já selecionados os agentes que vão trabalhar numa unidade especial de combate aos raptos que afetam as principais cidades do país.

De acordo com um balanço apresentado pelo chefe do Governo moçambicano na altura, desde 2021 foram registados em Moçambique 28 casos de rapto, dos quais "15 foram totalmente esclarecidos".

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