Seis pessoas executadas na Arábia Saudita desde sábado
Dois sauditas, dois tailandeses, um paquistanês e uma mulher etíope foram decapitados na Arábia Saudita desde sábado, após terem sido condenados à morte por homicídio e tráfico de drogas.
O paquistanês, identificado como Mohamd Noseer, acusado de ter introduzido drogas no reino saudita, foi o último a ser executado, hoje, na cidade de Yeda, na costa do Mar Vermelho, de acordo com um comunicado do Ministério saudita do Interior.
Em Yeda foi também decapitada, quarta-feira, uma mulher etíope, Jadiya bin Ibrahim Musa, em cumprimento de uma sentença de tribunal por ter apunhalado até à morte um egípcio. A execução das restantes pessoas teve lugar entre sábado e a terça-feira em Riade, Adir e Damma, respectivamente no centro, Sul e Este da Arábia Saudita.
O país aplica uma versão estrita da "Sharia" (ou Lei Islâmica), castigando com a pena capital delitos como o assassínio, a violação, o tráfico de drogas, o assalto à mão armada e a bruxaria.
Os comunicados que anunciam a execução de pessoas pelo Estado saudita referem-se habitualmente a um versículo do Corão onde se adverte que "aqueles que combatem Alá e são corruptos na terra devem ser executados, crucificados, deportados ou ter as mãos e os pés amputados".
Os mesmos escritos advertem também que "o castigo legal será a sorte de quem cometer semelhantes acções".