Sequestro em Manila vitima oito turistas de Hong Kong
Oito turistas e um homem filipino, de 55 anos, morreram em Manila, na sequência de uma operação policial para resolver o sequestro do autocarro. Quinze pessoas, na maioria turistas oriundos de Hong Kong, estiveram retidas dentro de um autocarro, durante 12 horas, por um antigo polícia, numa das principais avenidas da cidade, que exigia a reintegração.
O homem de 55 anos, um polícia distinguido em 1986 e considerado um dos 10 melhores oficiais do país, foi destituído do cargo 22 mais tarde, por alegado envolvimento em roubos, extorsão e tráfico de drogas.
Entrou no autocarro durante uma paragem, junto a um parque, no centro da cidade, carregando uma espingarda de assalto M16 e armas automáticas. Na viatura seguiam 23 turistas de Hong Kong e três filipinos (guia, fotógrafo e condutor).
As negociações começaram ainda de manhã, tendo o homem libertado nove reféns, entre os quais um homem idoso, três crianças e dois cidadãos nacionais. O motorista conseguiu fugir através de uma janela partida.
O ex-polícia disse ter morto dois reféns, para obrigar a polícia a interromper a operação. "Vejo os homens das forças especiais a chegar. Sei que me vão matar. Fariam melhor se se fossem embora porque, a qualquer momento, posso fazer o mesmo aqui", disse Rolando Mendoza à rádio Mindanao Network. Depois, foram escutados tiros perto do autocarro.
Depois, as autoridades dispararam para os pneus do autocarro, imobilizando-o. Nas últimas horas, o sequestrador manteve 15 reféns dentro do veículo. O cerco policial apertou-se e, na sequência de um violento tiroteio, morreram o sequestrador e oito reféns.
Segundo a France Press, o homem foi abatido quando tentava utilizar os reféns como "escudo humano".
Os serviços consulares chineses nas Filipinas apelaram, por diversas vezes, para que a operação tivesse uma resolução pacífica. O Governo de Hong Kong já fez saber estar "muito desiludido" com o desfecho da operação policial, que visava por fim ao sequestro do autocarro com turistas. As autoridades de Hong Kong enviaram dois aviões da Cathay Pacific com familiares das vítimas.