Serviços de Informações da Coreia do Sul detiveram três membros de partido minoritário
Seul, 29 ago (Lusa) -- Os Serviços de Informações sul-coreanos detiveram três membros de um partido de esquerda por, alegadamente, planearem um atentado contra infraestruturas e apoiarem a Coreia do Norte , revelou a agência Yonhap.
Os Serviços de Informações efetuaram buscas em residências de 10 membros do Partido Progressista Unificado, tendo detido três dos elementos, que viram a detenção de emergência confirmada por uma ordem de um Tribunal.
Os três homens estão acusados de "conspirarem para atacarem infraestruturas do país, incluindo redes de comunicação, formarem uma organização que ameaça a segurança nacional, apoiarem a Coreia do Norte e conspirarem para organizarem uma rebelião", explicou um funcionário judicial citado pela Yonhap.
Entre os crimes de que estão acusados, parte constituem violações à lei de Segurança Nacional, que proíbe toda a ação que permita "preparar, conspirar, promover ou instigar uma rebelião contra o Estado".
A lei, promulgada em 1948 considera ilegal o comunismo e nega o reconhecimento como entidade da Coreia do Norte, país com quem o sul está tecnicamente ainda em guerra depois do conflito na península coreana terminou sem acordo de paz.
As autoridades da Coreia do Sul terão agora outras ações de investigação e buscas a realizar, ao mesmo tempo que poderão manter detidos os três homens durante 48 anos, tempo em que terão de conseguir a confirmação da prisão preventiva.
O Partido Progressista Unificado já condenou a ação das autoridades e classificou como a ação como uma "campanha anti-comunista" própria do ditador sul-coreano Park Chung-hee, pai da atual Presidente, que governou entre 1963 até à sua morte, por homicídio, em 1979.
A mesma formação política considerou também que a ação "é uma cortina de fumo" para desviar atenções das acusações sobre elementos da agência de informações que terão atuado nas presidenciais em favor da atual chefe de Estado.