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Setença de 21 jovens manifestantes é ditada hoje à tarde em Luanda

Setença de 21 jovens manifestantes é ditada hoje à tarde em Luanda

Luanda, 12 set (Lusa) -- A sessão de julgamento de 21 manifestantes detidos a 03 de setembro num protesto contra o Presidente angolano, que decorre hoje em Luanda, foi interrompida, estando prevista a leitura da sentença às 15:30.

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Em declarações à Agência Lusa, um dos advogados de defesa, David Mendes, disse que durante a manhã foram ouvidas as alegações, tendo a defesa solicitado a exibição de um vídeo, o que foi recusado pelo juiz.

Segundo David Mendes, o referido vídeo supostamente provaria que os polícias tinham prestado falsas declarações em tribunal, o que, de acordo com a lei, é objeto de prisão imediata.

Entretanto, face à impossibilidade de prisão dos polícias, referida pelo juiz, devido à necessidade de preenchimento de certos parâmetros, a defesa desistiu da exibição desse vídeo.

"Por exemplo, os polícias disseram que o Casimiro Carbono (um dos organizadores da manifestação) trazia na mão um quadro e o vídeo mostra que não tinha nada até à altura em que foi detido, diziam (polícia) também que foram arremessadas pedras pelos manifestantes e o vídeo mostra viaturas da polícia e de pessoas singulares a passar, e nenhuma delas com vidros partidos", salientou David Mendes.

O advogado disse que tudo indica que os jovens vão ser condenados -- a pena máxima vai até três meses -- mas que se isso acontecer a defesa vai interpor recurso da decisão.

O ministro do Interior de Angola, Sebastião Martins, em declarações hoje à Rádio Nacional de Angola, disse que as imagens sobre a manifestação em circulação mostram que "houve uma tentativa de manipular factos".

"Eu próprio estive a apreciar, aquele jovem que estava deitado, em condições normais, em que há carga policial, não é possível ele estar deitado e a passarem kinguilas, com bebés às costas normalmente", argumentou o ministro.

Sebastião Martins, referindo-se ao Largo da Independência - local autorizado para a realização da manifestação e onde geralmente casais de noivos tiraram fotografias -- disse que caso tivesse havido uma repressão policial era impossível a presença de noivos no local.

A polícia afirma ter detido 24 pessoas a 03 de setembro, mas fontes ligadas à organização da manifestação falaram em cerca de 50.

Entretanto, cerca de três dezenas de pessoas que se manifestaram na quinta-feira em frente ao Tribunal de Polícia, onde decorre o julgamento dos manifestantes, foram também detidas e o seu julgamento realiza-se na terça-feira, disse no domingo à Lusa o segundo comandante da Polícia Nacional de Angola, Paulo Almeida.

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