Seul oferece recompensa superior a 350 mil euros a quem entregar dono do `ferry`

Seul, 26 mai (Lusa) -- As autoridades sul-coreanas anunciaram hoje uma recompensa de 500 milhões de wones (356 mil euros) para quem entregar Yoo Byung-eun, fugitivo milionário tido como o proprietário da empresa do `ferry` Sewol, cujo naufrágio fez mais de 300 mortos.

Lusa /

Após várias tentativas goradas para encontrar Yoo Byung-eun, as autoridades da Coreia do Sul anunciaram hoje na televisão estatal KBS o novo valor da recompensa, o qual é dez vezes superior à anterior compensação oferecida.

O empresário, fotógrafo e líder religioso de 73 anos foi acusado de desvio de fundos, evasão e suborno depois de o naufrágio do Sewol ter colocado a descoberto transações ilegais realizadas pela companhia Cheonghaejin Marine e pelas suas filiais.

Yoo Byung-eun continua a ser procurado, depois de não se ter apresentado diante da justiça, apesar de citado, numa altura em que o Ministério Público investiga também a sua eventual responsabilidade no acidente, depois de se apurar que o `ferry` transportava até o triplo da capacidade de carga permitida e face à suspeita de incumprimento de outras normas de segurança.

As autoridades realizaram buscas às instalações do complexo religioso de um grupo cristão que fundou, cuja sede se encontra a cerca de 80 quilómetros a sul de Seul, bem como a outros pontos do país, que terminaram, porém, sem resultados.

O milionário não possui ações na Cheonghaejin Marine, contudo, acredita-se que controla, de facto, a empresa através dos seus filhos, que detém uma participação significativa.

O seu filho mais velho, Yoo Dae-kyun, ao qual é atribuída responsabilidade direta nas violações das normas de segurança, está também a ser procurado pelas autoridades, estando fixada uma recompensa para quem o entregar no valor de 100 milhões de wones (71.300 euros).

As autoridades também procuram os outros dois filhos de Yoo que também foram intimados e não compareceram diante da justiça.

A investigação do caso já resultou na detenção de vários funcionários da transportadora devido ao excesso de carga do Sewol, o qual terá sido um fator crucial no naufrágio do `ferry`.

O naufrágio resultou em 304 mortos, a maioria dos quais jovens, havendo ainda 16 corpos por recuperar do interior do barco, que permanece afundado em águas do sudoeste do país desde 16 de abril.

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