Mundo
Sexta-feira Santa torna-se feriado oficial em Cuba
Desde 2012 que a sexta-feira Santa era decretada feriado "extraordinário" em Cuba mas, a partir de junho deste ano, passa a estar integrada no calendário laboral de dias livres. A medida, lembra o jornal oficial do Comité Central do Partido Comunista cubano, Granma, foi aprovada em dezembro pela Assembleia Nacional, quando esta votou o novo código de trabalho cubano. Este entra em vigor a um de junho de 2014.
A próxima sexta-feira Santa, dentro de dois dias, foi por isso decretada feriado em Cuba mas ainda a título "extraordinário."
A decisão segue-se a um pedido de Bento XVI, quando este visitou Cuba em finais de março de 2012, antes de resignar em 2013. O agora Papa Emérito pediu então ao Presidente Raúl Castro para incluir a sexta-feira Santa na lista dos feriados oficiais de Cuba.

Raúl Castro anuiu ao pedido e decretou nesse ano o feriado a título excecional, aguardando decisão da Assembleia. A decisão repetiu-se em 2013. Em ambos os dias realizaram-se igualmente as tradicionais vias-sacras que lembram a prisão, tortura e morte na cruz, de Jesus Cristo, habitualmente agrupadas sob o nome de Paixão.
Outro Papa, João Paulo II, convencera já na sua visita em 1998 o regime cubano a permitir as procissões católicas e a repor o dia de Natal como feriado.
As procissões haviam sido banidas em 1961 apenas dois anos após a revolução cubana e o Natal tinha deixado de ser feriado em 1969, devido a fortes tensões entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro.
A visita de João Paulo II em 1998 marcou o início de uma nova etapa nas relações entre Igreja e Cuba. Oficialmente, cerca de 10% dos 11 milhões de cubanos dizem-se católicos e as autoridades religiosas estimam que 1% sejam praticantes habituais.
A decisão segue-se a um pedido de Bento XVI, quando este visitou Cuba em finais de março de 2012, antes de resignar em 2013. O agora Papa Emérito pediu então ao Presidente Raúl Castro para incluir a sexta-feira Santa na lista dos feriados oficiais de Cuba.
Raúl Castro anuiu ao pedido e decretou nesse ano o feriado a título excecional, aguardando decisão da Assembleia. A decisão repetiu-se em 2013. Em ambos os dias realizaram-se igualmente as tradicionais vias-sacras que lembram a prisão, tortura e morte na cruz, de Jesus Cristo, habitualmente agrupadas sob o nome de Paixão.
Outro Papa, João Paulo II, convencera já na sua visita em 1998 o regime cubano a permitir as procissões católicas e a repor o dia de Natal como feriado.
As procissões haviam sido banidas em 1961 apenas dois anos após a revolução cubana e o Natal tinha deixado de ser feriado em 1969, devido a fortes tensões entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro.
A visita de João Paulo II em 1998 marcou o início de uma nova etapa nas relações entre Igreja e Cuba. Oficialmente, cerca de 10% dos 11 milhões de cubanos dizem-se católicos e as autoridades religiosas estimam que 1% sejam praticantes habituais.