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Shutdown chega ao fim. Democratas aprovam orçamento provisório
Ao terceiro dia de shutdown, os senadores do Partido Democrata deram luz verde ao orçamento provisório da Administração Trump, em vigor até dia 8 de fevereiro. Apesar da cedência temporária, o partido faz depender a votação do orçamento para 2018 de um compromisso para a resolução do problema dos dreamers, imigrantes que chegaram aos Estados Unidos quando eram crianças e estão em risco iminente de deportação.
O "shutdown de Trump", como lhe chamou Chuck Shummer, líder da minoria democrata no Senado, chegou ao fim. Pelo menos para já. A administração federal tinha ficado parcialmente encerrada durante o fim de semana, depois de a câmara alta do Congresso ter falhado um acordo entre republicanos e democratas na passada sexta-feira.
Ao todo, 81 senadores votaram favoravelmente (dos quais 33 democratas). Dezoito senadores votaram contra.
Pressionados a desbloquear a situação, os republicanos mostraram-se dispostos a prosseguir com as negociações sobre políticas de imigração, o que levou à mudança do sentido de voto por parte de alguns senadores democratas.
De assinalar que o Senado norte-americano é dominado pelo Partido Republicano, contando com 51 senadores. Detentores da maioria, os republicanos necessitavam ainda assim de pelo menos 60 votos favoráveis para aprovar este orçamento provisório, com duração até 8 de fevereiro.
Na sessão desta segunda-feira, 81 senadores votaram favoravelmente o orçamento temporário, dos quais 33 democratas. Dezoito senadores votaram contra, incluindo dois republicanos. Um senador não votou, segundo a contagem do New York Times.
Na primeira reação da Administração norte-americana ao fim da paralisação, o vice-presidente elogia o Partido Republicano em toda a linha.
"Congratulamo-nos com a notícia de que, graças à firme posição assumida pelo Presidente Trump, da Câmara e do Senado republicanos, a paralisação do Governo em Washington está a chegar ao fim", afirmou Mike Pence em comunicado.
Dezassete dias
Na fórmula encontrada pelos republicanos para garantir o financiamento do governo federal norte-americano nas próximas três semanas, o partido do Presidente Trump, em concreto o senador Mitch McConnel, líder da maioria republicana no Senado, comprometeu-se a voltar às negociações sobre as políticas migratórias.
"Após muitas negociações, propostas e contrapropostas, o líder da maioria republicana no Senado e eu chegámos a um acordo. (...) Dentro de algumas horas, o governo federal vai voltar a abrir. Mas a liderança republicana tem agora 17 dias para encontrar uma solução para os dreamers", avisou Chuck Schumer, na declaração perante o Senado que antecedeu a votação de hoje.
Em causa neste impasse estava a posição firmada pelos democratas – ao todo 47 senadores - em relação à regularização e proteção de cerca de 800 mil jovens imigrantes ilegais, também conhecidos como dreamers, que entraram no país quando ainda eram crianças.
O partido de oposição exigia um compromisso dos republicanos quanto às políticas de imigração, uma vez que o Presidente norte-americano revelou, em setembro do ano passado, que pretende acabar com o programa Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA) em março, tendo pedido ao Congresso que chegasse a um acordo legislativo de forma a evitar deportações.
Os democratas dizem agora que o sentido de voto no orçamento final para o ano fiscal de 2018 irá depender da aprovação de um projeto-de-lei com vista à proteção dos dreamers.
Para já, a Câmara dos Representantes, câmara baixa do Congresso que também é controlada pelo Partido Republicano, terá de aprovar o acordo alcançado esta segunda-feira pelos dois partidos, uma vez que o documento que fora aprovado na quinta-feira - antes do chumbo de sexta-feira na câmara alta - previa o financiamento do governo federal até 16 de fevereiro.
A paralisação dos serviços federais norte-americanos vigorava desde a meia-noite de sábado, precisamente no dia em que se assinalou o primeiro aniversário desde a tomada de posse de Donald Trump. Milhares de funcionários ficaram impedidos de trabalhar esta segunda-feira e espaços como os parques naturais ou museus estiveram inacessíveis nos últimos três dias.
O último shutdown do Governo federal norte-americano tinha ocorrido em outubro de 2013, durante a presidência de Barack Obama. Na altura, o bloqueio orçamental levou a 16 dias de paralisação total de grande parte dos serviços nos Estados Unidos
Ao todo, 81 senadores votaram favoravelmente (dos quais 33 democratas). Dezoito senadores votaram contra.
Pressionados a desbloquear a situação, os republicanos mostraram-se dispostos a prosseguir com as negociações sobre políticas de imigração, o que levou à mudança do sentido de voto por parte de alguns senadores democratas.
De assinalar que o Senado norte-americano é dominado pelo Partido Republicano, contando com 51 senadores. Detentores da maioria, os republicanos necessitavam ainda assim de pelo menos 60 votos favoráveis para aprovar este orçamento provisório, com duração até 8 de fevereiro.
Na sessão desta segunda-feira, 81 senadores votaram favoravelmente o orçamento temporário, dos quais 33 democratas. Dezoito senadores votaram contra, incluindo dois republicanos. Um senador não votou, segundo a contagem do New York Times.
Na primeira reação da Administração norte-americana ao fim da paralisação, o vice-presidente elogia o Partido Republicano em toda a linha.
"Congratulamo-nos com a notícia de que, graças à firme posição assumida pelo Presidente Trump, da Câmara e do Senado republicanos, a paralisação do Governo em Washington está a chegar ao fim", afirmou Mike Pence em comunicado.
Dezassete dias
Na fórmula encontrada pelos republicanos para garantir o financiamento do governo federal norte-americano nas próximas três semanas, o partido do Presidente Trump, em concreto o senador Mitch McConnel, líder da maioria republicana no Senado, comprometeu-se a voltar às negociações sobre as políticas migratórias.
"Após muitas negociações, propostas e contrapropostas, o líder da maioria republicana no Senado e eu chegámos a um acordo. (...) Dentro de algumas horas, o governo federal vai voltar a abrir. Mas a liderança republicana tem agora 17 dias para encontrar uma solução para os dreamers", avisou Chuck Schumer, na declaração perante o Senado que antecedeu a votação de hoje.
Em causa neste impasse estava a posição firmada pelos democratas – ao todo 47 senadores - em relação à regularização e proteção de cerca de 800 mil jovens imigrantes ilegais, também conhecidos como dreamers, que entraram no país quando ainda eram crianças.
O partido de oposição exigia um compromisso dos republicanos quanto às políticas de imigração, uma vez que o Presidente norte-americano revelou, em setembro do ano passado, que pretende acabar com o programa Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA) em março, tendo pedido ao Congresso que chegasse a um acordo legislativo de forma a evitar deportações.
Os democratas dizem agora que o sentido de voto no orçamento final para o ano fiscal de 2018 irá depender da aprovação de um projeto-de-lei com vista à proteção dos dreamers.
Para já, a Câmara dos Representantes, câmara baixa do Congresso que também é controlada pelo Partido Republicano, terá de aprovar o acordo alcançado esta segunda-feira pelos dois partidos, uma vez que o documento que fora aprovado na quinta-feira - antes do chumbo de sexta-feira na câmara alta - previa o financiamento do governo federal até 16 de fevereiro.
A paralisação dos serviços federais norte-americanos vigorava desde a meia-noite de sábado, precisamente no dia em que se assinalou o primeiro aniversário desde a tomada de posse de Donald Trump. Milhares de funcionários ficaram impedidos de trabalhar esta segunda-feira e espaços como os parques naturais ou museus estiveram inacessíveis nos últimos três dias.
O último shutdown do Governo federal norte-americano tinha ocorrido em outubro de 2013, durante a presidência de Barack Obama. Na altura, o bloqueio orçamental levou a 16 dias de paralisação total de grande parte dos serviços nos Estados Unidos