Sibéria. Fumo dos incêndios atinge o Polo Norte

Os incêndios florestais na região siberiana mantêm-se violentos, alertam as autoridades meteorológicas russas. A NASA, perante as observações de satélite, acredita ser a primeira vez que o Polo Norte é atingido por fumo proveniente destes fogos.

Carla Quirino - RTP /
Roman Kutukov - Reuters

Yakutia, a região maior e mais fria da Sibéria está a ser devastada por fogos.
Registou temperaturas recordes e o instituto que faz a monitorização do clima da Rússia, o Rosgidromet, disse pelo menos 8,4 milhões de hectares estão a ser consumidos pelas chamas.

As imagens de satélite divulgadas pela Nasa, no fim de semana, revelam as manchas de fumo com mais de 3200 quilómetros, que partem de Yakutia e se prolongam até ao Polo Norte. A agência espacial norte-americana diz que é a primeira vez que regista tamanha escala de fumo.

Os ambientalistas apontam o dedo às autoridades por nada fazerem para travar as chamas. As entidades florestais escudam-se na lei de não intervir, caso o custo do combate ao fogo seja maior que os danos causados, ou caso o mesmo não atinja áreas habitadas.

O satélite Sentinel, do Programa Europeu de Observação da Terra Copernicus, também corrobora a informação e divulga imagens do longo caminho do fumo proveniente da região russa.

Segundo a agência florestal russa, o ano de 2021 já regista o segundo maior valor de área ardida desde 2000, com mais de 14 milhões de hectares consumidos.

Da ONU, chega um relatório que demonstra que o aquecimento global está a ocorrer mais depressa do que o previsto e acusa o comportamento humano como principal responsável.

O Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus da UE prevê que os incêndios florestais na Rússia e na América do Norte vão continuar a lavrar e a emitir fumo que se espalhará  pelo Oceano Ártico nos próximos dias.
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