Sindicatos dos professores da Guiné-Bissau entregam pré-aviso de greve

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Os três sindicatos dos professores da Guiné-Bissau entregaram hoje um pré-aviso de greve para uma paralisação com início na quinta-feira e término a 07 de março.

"Já entregámos o pré-aviso de greve. Na quinta-feira, vamos dar início à greve até 07 de março", disse à agência Lusa Bungoma Durte Sanhá, porta-voz dos três sindicatos.

Segundo o porta-voz, com a entrega do pré-aviso de greve "cai por terra" o memorando de entendimento assinado em janeiro com o Governo.

Os três sindicatos continuam a exigir o pagamento de salários em atraso aos professos contratados e novos ingressos, que estão com "10 meses de salários em atraso".

O porta-voz dos três sindicatos disse também que é exigido a aplicação da revisão do Estatuto de Carreira Docente, salientando que foi promulgado quase ao mesmo tempo que a lei da paridade pelo Presidente guineense, José Mário Vaz.

"A lei da paridade já foi publicada no Boletim Oficial (equivalente ao Diário da República) e a revisão do Estatuto de Carreira Docente ainda não", explicou o sindicalista.

No início de janeiro, os três sindicatos representativos dos professores assinaram com o Governo um memorando de entendimento, na presença da sociedade civil, associações de pais e do Presidente guineense, José Mário Vaz.

Um outro porta-voz dos três sindicatos, Domingos de Carvalho, destacou que não tinha sido possível alcançar entendimento em todas as matérias reivindicadas, mas que o Governo iria pagar os salários em atraso aos professores contratados e novos ingressos e aceitou fixar um calendário para pagamento de todas as dívidas atrasadas.

Os sindicatos aceitaram em janeiro aguardar pela aplicação do Estatuto de Carreira Docente, que ainda estava em processo de publicação no Boletim Oficial.

Os professores guineenses estiveram em greve entre outubro e início de janeiro, levando a que milhares de alunos perdessem o primeiro período do ano letivo.

Na sexta-feira, uma ameaça dos professores de regressarem à greve provocou uma manifestação de estudantes, que culminou em distúrbios e atos de vandalismos, que a polícia, o Governo e a sociedade civil consideram terem sido feitos por infiltrados.

Na sexta-feira, perante a ameaça de greve, o Governo pagou os dois meses de salários que estavam em atraso aos professores contratados e novos ingressos.

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