Singapura proíbe uso de criptomoedas para facilitar russos

Singapura proibiu a utilização de criptomoedas, que podem ser usadas para contornar as sanções económicas impostas à Rússia, na sequência da invasão da Ucrânia.

Lusa /
Singapura não quer que criptomoedas sejam usadas para contornar sanções à Rússia D.R.

A Autoridade Monetária de Singapura (MAS), o banco central da cidade-Estado, indicou que as medidas abrangem todas as instituições financeiras da ilha, incluindo serviços e fornecedores de criptomoedas, "especificamente" proibidos de facilitar transações que sirvam para contornar as sanções contra Moscovo, de acordo com uma declaração divulgada na segunda-feira à noite.

O banco central da ilha permite que cinco serviços de moeda criptográfica, como o Bitcoin, operem na cidade, mediante um sistema descentralizado, Blockchain, cujas transações, por não dependerem de intermediários, poderiam sere usadas para evitar as sanções impostas contra as instituições financeiras russas.

Os bancos russos sancionados por Singapura são o banco VTB, o Vnesheconombank, o Promsvyazbank e o Banco Rossia, e as sanções estendem-se a todas as entidades controladas por estes bancos, direta ou indiretamente.

Centro financeiro regional, Singapura tomou a decisão de se juntar aos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e da UE na aplicação de sanções contra a Rússia, incluindo a exclusão dos bancos russos do sistema Swift.

 

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