Sismo de 7,4 nas Antilhas francesas e em Barbados
Fort de França, 30 Nov (Lusa) - Um forte sismo de magnitude 7,4 abalou quinta-feira o Leste das Caraíbas causando, pelo menos, um morto e seis feridos, assim como danos materiais importantes na ilha francesa da Martinica e o pânico em Guadalupe e em Barbados.
Um cidadão britânico sucumbiu a um ataque cardíaco na Martinica. Houve seis feridos, um deles em estado grave, devido nomeadamente a ataques cardíacos, de acordo com a segurança civil.
O sismo ocorreu às 15:00 locais (19:00 em Lisboa) a 143,1 quilómetros de profundidade e o seu epicentro encontrava-se a cerca de 40 quilómetros a Noroeste da prefeitura de Martinica, Fort-de-France, precisou o Instituto de Geofísica norte-americano (USGS).
Milhares de habitantes aflitos saíram para as ruas em Fort de France, na Martinica, e em Bridgetown, capital dos Barbados, onde vários edifícios ficaram destruídos. O sismo foi também sentido na Guiana francesa e na Venezuela.
Os primeiros balanços apontam para pelo menos dois feridos graves na Martinica, um homem que ficou com uma perna amputada e uma mulher com uma fractura exposta, segundo os bombeiros.
Várias pessoas, tomadas de pânico ou que saltaram pelas janelas sofrem de ferimentos diversos como entorses, segundo a prefeitura.
Helicópteros da guarda partiram à procura de eventuais vítimas.
Em Guadalupe, não foi registada qualquer vítima, segundo os bombeiros e a polícia.
Em Barbados, o chefe dos serviços de emergência ficou ferido durante o sismo quando se preparava para socorrer os habitantes, indicou a polícia local. É o primeiro sismo nesta ilha desde há vários anos.
Em Porto Rico, o sismo provocou também uma paralisia das actividades e causou pânico entre a população.
O governo de Porto Rico, um Estado associado aos Estados Unidos não anunciou para já a ocorrência de prejuízos materiais.
Em Fort de France, os habitantes refugiaram-se debaixo das mesas, outros precipitaram-se para o exterior. Estabelecimentos públicos - prefeitura, escolas, colégios, foram evacuados, e os pais vieram buscar os filhos. Há edifícios com brechas à vista.
Na rua, durante o abalo anormalmente forte e longo, as pessoas puseram-se a rezar.
Os trabalhadores e residentes de dezenas de edifícios do Município de Chacao, a leste de Caracas, foram evacuados na sequência deste sismo que se sentiu ainda nos Estados de Bolívar e Monágas, sem causar danos materiais relevantes.
Segundo o presidente da Fundação Venezuelana de Investigação Sismológica, Funvisis, Gustavo Malavé, o sismo foi sentido em grande parte do território venezuelano.
Puerto Ordáz foi a cidade onde se sentiu com maior intensidade, 700 quilómetros a Leste de Caracantes.
O centro norte-americano de vigilância dos tsunamis, com sede no Hawai (Pacífico) não emitiu um alerta de tsunami.