Sismos Venezuela. Tecnologia lusa deteta batimentos cardíacos sob escombros

Sismos Venezuela. Tecnologia lusa deteta batimentos cardíacos sob escombros

Uma força conjunta portuguesa encontra-se no terreno em Praia Grande, na região de La Guaira, a prestar apoio essencial nas operações de busca e salvamento após a recente sequência de sismos na Venezuela.

RTP /
O enviado especial da RTP, Daniel Catalão, falou com os elementos da missão portuguesa.

O balanço mais recente aponta para 1719 vítimas mortais e mais de 5000 feridos, havendo ainda o registo de pelo menos 60 cidadãos portugueses que perderam a vida e 87 que permanecem desaparecidos.

A equipa portuguesa foi crucial na localização de sinais de vida sob os escombros de um edifício que, apesar de manter a fachada aparentemente intacta, sofreu uma destruição total na sua parte traseira.

Através da utilização de tecnologia sonar trazida de Portugal, os socorristas conseguiram não só aproximar a localização de uma vítima, mas também detetar os seus batimentos cardíacos.

Atualmente, os operacionais portugueses trabalham em estreita colaboração com equipas mistas do Chile, México, Costa Rica e El Salvador para desobstruir o espaço e aceder à vítima.

A operação envolve uma força multidisciplinar que integra elementos da GNR (UEPS), Bombeiros, FEB e do INEM.

Para além das complexas tarefas de engenharia e estabilização estrutural - que visam garantir a segurança dos próprios socorristas perante os elevados danos dos edifícios -, a missão conta com o apoio de profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, auxiliares e um psicólogo do INEM.

Este acompanhamento psicológico tem sido fundamental para gerir a angústia da população local e apoiar familiares de luto, existindo já o registo de intervenção junto de um cidadão português que terá perdido um familiar na catástrofe.

Praia Grande, habitualmente descrita como uma zona turística dinâmica, repleta de hotéis, habitações e espaços comerciais, assemelha-se agora a um cenário de devastação generalizada.

Face à escala da destruição, o panorama local indica que a região terá de ser inteiramente reconstruída após a conclusão dos trabalhos de emergência.
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