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Situação calma no Togo apesar da morte do presidente Eyadéma

Situação calma no Togo apesar da morte do presidente Eyadéma

A situação era normal hoje de manhã nas ruas da capital do Togo, Lomé, onde também a noite foi calma, um dia depois da morte do presidente Gnassingbé Eyadéma e a sua substituição pelo seu filho Faure Gnassingbé, decidida pelo exército.

Agência LUSA /

O anúncio oficial da morte do chefe de Estado togolês, feito ao princípio da noite de sábado pela rádio e televisão oficiais, não suscitou qualquer manifestação popular ou alteração da ordem pública, segundo fontes locais.

As rua da capital estiveram calmas durante toda a noite, esvaziando-se, no entanto, mais cedo do que o habitual.

Nenhum militar era visível hoje de manhã nas ruas, nos principais bairros ou perto de ministérios, assim como não foi assinalado qualquer destacamento de tropas em torno da residência oficial do chefe de Estado.

Após ter anunciado oficialmente a morte de Eyadéma, sábado à noite, a rádio nacional continuava hoje a transmitir apenas música e cânticos religiosas.

O general Gnassingbé Eyadéma, 69 anos, morreu sábado de manhã, "quando estava em vias de ser transferido de urgência para tratamento médico no exterior do país", segundo um comunicado do governo.

Logo a seguir, as forças armadas nacionais "confiaram" o poder a Faure Gnassingbé Eyadéma, um dos seus filhos.

A constituição do Togo prevê que em caso de vaga na presidência da República o presidente da assembleia nacional passe a exercer o cargo de forma interina e que seja organizada uma eleição presidencial no prazo de 60 dias.

O presidente do parlamento, Fambaré Ouattara, que se encontrava fora do país, chegou sábado à noite ao Benin num voo da Air France desviado para Cotonou após o encerramento das fronteiras aéreas, terrestres e marítimas do Togo.

Entretanto, um partido político togolês, a União para o Apoio à Democracia e ao Desenvolvimento (RSDD), lançou um "apelo patriótico" às forças armadas para que "assegurem a segurança" no país após a morte do chefe de Estado.

"Lançamos um apelo patriótico à população togolesa para que mantenha a calma e às forças armadas para que assegurem a segurança das pessoas e bens", refere um comunicado da RSDD divulgado no sábado à noite.

Dirigida pelo antigo ministro Harry Olympo, a RSDD dispõe de três deputado no parlamento nacional e é o mais importante partido da oposição parlamentar dita "construtiva".

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