Mundo
Snowden põe a nu serviços secretos dos EUA
O antigo consultor da CIA Edward Snowden entregou hoje ao Washington Post um relatório contendo as dotações orçamentais dos 16 serviços secretos norte-americanos. A escalada das despesas com aquelas organizações desde o 11 de Setembro de 2001 é exposta como nunca antes acontecera.
O relatório entregue ao Washington Post é longo de 178 páginas, mas a notícia hoje publicada por aquele diário apenas publica 17 páginas, estando as restantes a ser objecto de discussão com as autoridades, que invocam o perigo que a sua publicação poderia representar para as actividades das secretas.
Em todo o caso, o material entregue àquele diário cons
titui uma visão de conjunto sem precedentes sobre um conjunto de 16 serviços de informações norte-americanos, que empregam um número estimado em 107.035 funcionários e consomem cerca de 52.600 milhões de dólares num ano fiscal como este de 2013.
Aí se fica a saber que, apesar de a NSA (National Security Agency) andar ultimamente mais nas bocas do mundo do que qualquer outra agência, ela gasta quase 50% a menos do que a CIA: 10.800 milhões, contra 14.700 milhões gastos pela CIA.
Pelos documentos agora revelados ficamos a saber que a despesa com os serviços secretos não se esgota nestas cifras e que, além daqueles 52.600 milhões, há mais uma verba de 23.000 milhões destinada a programas de inteligência directamente ligados ao Pentágono. A soma das duas verbas dá-nos um total superior ao dinheiro gasto nos anos 80, o momento mais caro e culminante da Guerra Fria, quando as despesas com os serviços secretos atingiram o seu recordo - o equivalente a 71 mil milhões de dólares a preços de hoje.
Ficamos igualmente a saber que o incrementos dos gastos está relacionado com programas que os serviços secretos norte-americanos têm desenvolvido desde o 11 de setembro, que tanto se situam no domínio do hardware militar (por exemplo os drones, com o seu insuspeitado desenvolvimento recente) como no da chamada ciberguerra, incluíndo a espionagem ou a sabotagem informática.
A CIA emerge deste relatório como uma agência que sobreviveu bem aos fracassos que lhe foram apontados no contexto do 11 de Setembro, e que, longe de ter declinado no favor dos governantes devido a esses fracassos, viu aumentados os seus recursos. E a esse aumento se atribui a prevenção de outros atentados, que de qualquer modo não existiram mas dos quais se pode sempre dizer que foram evitados.
A espionagem e a contra-espionagem em países como o Irão, a Rússia ou a China são consideradas relativamente difíceis. Mas verdadeiramente impenetrável, ou quase, é só a Coreia do Norte, da qual se ignoram tanto os recursos tecnológicos, nomeadamente ao nível do armamento nuclear, como as intenções e inclinações do seu círculo dirigente.
Em todo o caso, o material entregue àquele diário cons
Aí se fica a saber que, apesar de a NSA (National Security Agency) andar ultimamente mais nas bocas do mundo do que qualquer outra agência, ela gasta quase 50% a menos do que a CIA: 10.800 milhões, contra 14.700 milhões gastos pela CIA.
Pelos documentos agora revelados ficamos a saber que a despesa com os serviços secretos não se esgota nestas cifras e que, além daqueles 52.600 milhões, há mais uma verba de 23.000 milhões destinada a programas de inteligência directamente ligados ao Pentágono. A soma das duas verbas dá-nos um total superior ao dinheiro gasto nos anos 80, o momento mais caro e culminante da Guerra Fria, quando as despesas com os serviços secretos atingiram o seu recordo - o equivalente a 71 mil milhões de dólares a preços de hoje.
Ficamos igualmente a saber que o incrementos dos gastos está relacionado com programas que os serviços secretos norte-americanos têm desenvolvido desde o 11 de setembro, que tanto se situam no domínio do hardware militar (por exemplo os drones, com o seu insuspeitado desenvolvimento recente) como no da chamada ciberguerra, incluíndo a espionagem ou a sabotagem informática.
A CIA emerge deste relatório como uma agência que sobreviveu bem aos fracassos que lhe foram apontados no contexto do 11 de Setembro, e que, longe de ter declinado no favor dos governantes devido a esses fracassos, viu aumentados os seus recursos. E a esse aumento se atribui a prevenção de outros atentados, que de qualquer modo não existiram mas dos quais se pode sempre dizer que foram evitados.
A espionagem e a contra-espionagem em países como o Irão, a Rússia ou a China são consideradas relativamente difíceis. Mas verdadeiramente impenetrável, ou quase, é só a Coreia do Norte, da qual se ignoram tanto os recursos tecnológicos, nomeadamente ao nível do armamento nuclear, como as intenções e inclinações do seu círculo dirigente.