Sobe para 43 número de mortos em desastre ferroviário de Adamuz
O número de vítimas mortais no acidente ferroviário de domingo em Adamuz, Espanha, subiu para 43, depois de ter sido encontrado mais um cadáver dentro de um dos comboios, disseram hoje autoridades locais citadas pelos `media` espanhóis.
O Governo de Espanha revelou na terça-feira que havia 43 pessoas que viajavam nos comboios envolvidos no acidente dadas como desaparecidas, com base em participações de familiares e amigos, pelo que o novo balanço de mortos coincide agora com este número.
Segundo dados oficiais, foram atendidas em hospitais 122 pessoas feridas no acidente e 37 continuam internadas.
O acidente ocorreu no domingo, por volta das 19:45 locais (18:45 em Lisboa) na localidade de Adamuz, na província de Córdova, no sul de Espanha, e envolveu dois comboios de alta velocidade.
Um comboio da empresa privada Iryo, procedente de Málaga e com destino a Madrid, descarrilou e as três últimas carruagens invadiram a via contrária, por onde passou, 20 segundos depois, outro comboio de alta velocidade, um Alvia, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.
As duas primeiras carruagens do Alvia foram projetadas para fora dos carris depois do choque com os vagões do Iryo descarrilados.
Este é considerado o acidente mais grave de sempre na rede de alta velocidade de Espanha que, com cerca de 4.000 quilómetros, é a segunda maior do mundo a seguir à da China.
É também o mais grave acidente ferroviário em Espanha desde o descarrilamento de um comboio rápido Alvia em 24 de julho de 2013, em Angrois, perto de Santiago de Compostela, que se saldou em 80 mortos e 144 feridos.
As causas do acidente estão ainda a ser investigadas.